Dois assaltantes invadiram uma residência do Bairro Santo Agostinho e fizeram a moradora como refém por cerca de 40 minutos. O roubo ocorreu na madrugada de ontem e vitimou a professora Maria Isabel Lopes, 59. Os bandidos queriam dinheiro. Como não encontraram, levaram aparelhos eletrônicos, jóias e um carro.
O assalto teve início por volta de uma hora. A vítima foi despertada por um barulho no interior da residência e, ao se levantar para ver o que havia, encontrou um homem com o rosto encoberto no banheiro. Simulando estar armado, o invasor amea-çou a mulher e a mandou se sentar na cama. Enquanto isso, abriu a porta da sacada para que o comparsa pudesse entrar. Ele aparentava estar drogado e em momento algum mostrou a suposta arma que portava. Maria Isabel não reagiu.
Os ladrões demonstraram conhecer detalhes particulares da vítima, como o fato de ela morar sozinha e a filha viver no exterior. A todo momento, exigiam dinheiro. Como não acharam, levaram televisão, notebook, microondas, máqui-nas fotográficas, aparelhos de som, alimentos, garrafas de vinho, batedeira e um liquidificador. Colocaram tudo no Fiat Uno da vítima, trancaram-na no quarto e fugiram. Maria gritou por socorro e foi libertada por vi-zinhos, que acionaram a Polícia Militar. O carro foi encontrado três horas depois na Rua Mare-chal Caxias, no Centro.
A vítima chamou a polícia e deu queixa do roubo. Na delegacia, falou com a reportagem sobre os momentos de terror que passou. “Foi horrível. Eu estava dormindo, quando ouvi um barulho. Então, levantei-me e, ao entrar no banheiro, tinha uma pessoa lá dentro”, disse a professora.
Ela acredita que os ladrões tenham subido pelo poste de uma construção ao lado e alcançado a varanda do quarto. De lá, entraram pelo vitrô do banheiro. “Eles queriam dinheiro, mas eu não tinha. Um deles, que estava drogado, ameaçava-me muito. Queria que eu fosse junto com eles no carro para retirar dinheiro no banco”, afirmou.
Durante o tempo em que permaneceu rendida pelos cri-minosos, um detalhe chamou a atenção de Maria Isabel. “Eu não podia olhar para cima, para o rosto deles. Então, vi o pé dele. Estava imundo. Parecia de alguma pessoa que mora na rua”. A Polícia Civil investigará o caso.
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