Moda na cabeça


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Se você tem cerca de 30 anos, o Se Liga faz um desafio: negue que no final dos anos 80 não pensou em cortar o seu cabelo estilo John Bon Jovi! Na época, o topete repicado, em formato coqueiro, com as laterais mais curtas e um rabinho caindo pelos ombros - o famoso mullet - era febre. Especialistas dizem que a moda começou com o personagem Mcgyver, um aventureiro que era capaz de fazer uma bomba nuclear com dois palitos de dentes, do seriado Profissão Perigo. A franja arrepiada e seus mullets vieram ao Brasil como marca registrada dos Chitãozinhos e Xororós. A mulherada adotou o corte e também entrou na onda. Atualmente, as fotos que registraram esse deslize capilar estão guardadas a sete chaves. Mas não se envergonhe. Tire os álbuns da gaveta e saiba que depois da Segunda Guerra Mundial e da popularização da TV, as madeixas do mundo nunca mais foram as mesmas. As personalidades chamavam atenção na telinha e, pronto: seus cabelos eram copiados por multidões. Num mundo ainda respirando os horrores da Segunda Guerra Mundial, a sensualidade de Marilyn Monroe com seus cabelos esvoaçantes aliviava os olhos ainda marcados pela tragédia. Os anos 40 e 50 ficaram marcados pelos cabelos loiros bem produzidos e ondulantes que empunhavam a sensualidade feminina, rota seguida pelas mulheres da época. A década de 1970 anunciava a revolução que estava por vir. Os homens ainda usavam estilos mais quadrados, mas as mulheres anunciaram a era do cabelo Joãozinho. Foi quando Elvis Presley e seu lendário topete invadiram as telas. Lenda por lenda, os quatro rapazes de Liverpool também trouxeram novidades. O mundo via a explosão dos Beatles com cabelos de franja e bem lisos, que mais tarde cresceram e inspiraram uma legião de fãs. Essa foi a época também dos hippies e da Jovem Guarda, daí os cabelos compridos da década seguinte. ÉPOCA DE OURO. OU NÃO A década de 1980 foi distinta, tanto para homens quanto para mulheres. A jornalista Fátima Bernardes, que hoje inspira cabelos alisados, foi ícone de mechas cheias. O permanente, que garantia às mulheres cabelos volumosos e bem cacheados, era a tentação do momento. Justamente por isso, outra característica típica da época eram os cabelos compridos. A moda pegou também para os homens, que seguiram as tendências inspiradas nos grupos pop e rock internacionais como Menudos e, adivinhe, Bon Jovi! Da década de 1990 para cá, foram poucas as mudanças. Nessa época, segundo a cabeleireira Janaina Ubiali, as franjas também faziam sucesso. Assim como os cabelos lisos e repicados. “A diferença é que agora os cortes, mesmo parecidos, estão bem mais ousados. Os repicados estão aparentes”, disse. ESCOLHA SEU ESTILO Os cortes lisos permanecem, mas agora longe daquele formato reto e quadrado. Cabelos desconectados, despontados e cortados em camadas são os que estão chamando a atenção da mulherada. A franja também voltou com tudo, tanto que os ídolos femininos atuais são as personagens protagonizadas pela atriz Alinne Moraes e Marjorie Estiano que fizeram história representando mulheres autênticas, de personalidade forte. A tendência promete continuar com a atriz Taís Araújo, que herda o corte e personalidade da colega na nova novela. Para os homens, o mais falado atualmente é o jogador de futebol David Beckham, que faz a cabeça, literalmente, dos jovens mais para frente. O corte do inglês inspirou penteados moicanos e semi-moicanos de homens que elevam as madeixas no centro da cabeça, começando pela franja e seguindo até a nuca, com as laterais abaixadas. Para eles, a regra agora é o visual bagunçado, desigual. Os cabeleireiros são unânimes: os estilos são ditados pelos famosos. Wilker Oliveira de Sousa, no ramo há quase dez anos, não tem dúvida. “Sem exceção, todos os clientes que seguem moda pedem cortes inspirados na última novela das sete ou das nove”, afirma. Então escolha seu personagem favorito e corte sem medo.

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