A greve dos professores, deflagrada na sexta-feira em todo Estado, chegou ontem às escolas de Franca e região. Grupos de educadores ligados à Apeoesp (Associação dos Professores do Ensino Oficial Estado de São Paulo) percorreram as unidades de manhã para convencer professores a integrar o movimento. No início da tarde, a estimativa da entidade era de que 60% dos mais de 2,5 mil professores haviam aderido à paralisação, uma média de 1,5 mil.
Segundo a Apeoesp, 14 escolas dispensaram os alunos ontem e fecharam os portões. Em outras dez, a greve é parcial com dispensa de estudantes. Apenas em duas, a “Torquato Caleiro” e “João Marciano”, as aulas seguem normalmente sem adesão de nenhum professor. O balanço total, das 72 escolas pertencentes à Diretoria Regional de Ensino, não foi divulgado pela Apeoesp.
A direção das escolas rebate os números apresentados pela entidade. O Comércio consultou 30, das 52 unidades de Franca, e a informação, na maioria delas, foi de que a greve é parcial. Apenas três confirmaram paralisação total. A Escola “José Ricardo Pucci”, no Leporace, é uma delas. A pessoa que atendeu a reportagem não quis se identificar, mas disse que as aulas foram suspensas. “Não sabemos como ficará amanhã (hoje)”.
Na “Helena Cury Tacca”, do Jardim Tropical, todos os professores também aderiram ao movimento e não há previsão para o restante da semana. A “Orlik Luz”, no City Petrópolis, dispensou os alunos às 7 horas. Já a adesão parcial foi confirmada em 16 escolas. Outras 11 consultadas disseram que não houve paralisação.
José Luiz Gonzaga, diretor da Apeoesp, disse que haveria uma orientação da Secretaria Estadual de Educação para que a direção negassem a adesão dos professores à greve e subestimem os números. “Pede para entrar e ver as classes. Não tem aula”.
A tendência, de acordo com Gonzaga, é de que o movimento cresça a partir desta quarta-feira. Para isso, grupos de professores continuarão percorrendo as escolas em busca de novas adesões. “Amanhã (hoje) muitas escolas vão fechar para alunos”, garante.
Em Franca, a greve continua até sexta-feira, 20. Neste dia, será realizada uma assembléia estadual em São Paulo e a expectativa dos sindicatos ligados à educação é que, até lá, o governo apresente propostas à categoria que garantam o fim da paralisação.
Entre os pedidos, estão a revogação de decreto publicado em maio que impossibilita a troca de professores entre diretorias regionais antes de um prazo de três anos. A categoria pede, ainda, reajuste salarial e melhoria no ensino. A Secretaria Estadual de Educação disse ontem que irá negociar.
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