Baiano quer viajar o mundo em cima de uma bicicleta


| Tempo de leitura: 2 min
José Ferreira da Silva em sua bicicleta: viagem até 2018
José Ferreira da Silva em sua bicicleta: viagem até 2018
Desde o último dia 6, um viajante, no mínimo, inusitado tem chamado a atenção das pessoas nas ruas de Franca. Trata-se de José Ferreira da Silva, que se autodenomina o peregrino da paz. Ele tem uma meta ambiciosa: dar a volta ao mundo em uma bicicleta para pagar uma promessa, após a cura de seu pai. Com 11 anos de peregrinação, 44 trocas de pneus e 2,784 milhões de quilômetros rodados, José Ferreira já passou por todos os países da América Latina e, segundo ele, a maioria das cidades do País. Em Franca, visitou três igrejas e, na segunda-feira, parte para Ribeirão Preto, de onde deve ir para Campinas e seguir um roteiro até chegar a Buenos Aires. O baiano de 54 anos espera encerrar sua missão em 2018, em Roma, quando espera receber a bênção do papa. Em uma bicicleta simples, leva em duas caixas o que necessita para sobreviver. “Eu carrego garrafa de água, ferramentas, uma bomba de ar, documentos de autoridades e cartas de recomendação”. O entusiasmo do peregrino para completar sua dura jornada vem da satisfação que sente por ter conseguido, por meio de sua promessa, curar seu pai. “Eu não estou viajando por necessidade. Estou viajando por amor. Tem muita gente que, se o pai estiver doente, não tem coragem de fazer o que estou fazendo. Estou fazendo por amor a meu pai, por isso, a gente não pensa duas vezes, vai lá e faz.” O drama do pai de José Ferreira começou quando caiu do quarto andar de uma obra onde trabalhava e ficou paralítico. Após o pedido do filho, o mestre-de-obras teria conseguido voltar a andar. O filho, para pagar a promessa, saiu com sua bicicleta para o mundo. Para sobreviver, José Ferreira pede doações, mas reclama que o brasileiro não é tão solidário quanto os moradores de outros países. “Nos países que andei, sempre fui bem recebido. As pessoas me fazem doações sem eu pedir. Agora aqui no Brasil é complicado. As pessoas não ajudam.” As ajudas vêem principalmente de padres e pessoas ligadas à igreja, da qual José Ferreira faz questão de mostrar as cartas de recomendações escritas de todas as partes da América Latina e do Brasil. Em Franca, a recepção parece não ter sido muito melhor do que a tida em outras cidades. Perguntado se gostou daqui, soltou um “prefiro não responder”. Durante a entrevista, realizada em frente à Igreja São Judas Tadeu. na tarde de sábado, a bicicleta chamava a atenção de quem passava na rua, mas apenas uma senhora reconheceu o ciclista. “Olha, o homem que anda o mundo inteiro de bicicleta está aqui em Franca”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários