Policiais são denunciados por furto de caça-níqueis


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Policiais militares fazem a prisão do investigador Nilson Ruela na noite de quarta-feira depois de uma perseguição. Caso é mais um envolvendo policiais com corrupção e crimes. Como os suspeitos de facilitar o furt
Policiais militares fazem a prisão do investigador Nilson Ruela na noite de quarta-feira depois de uma perseguição. Caso é mais um envolvendo policiais com corrupção e crimes. Como os suspeitos de facilitar o furt
A prisão do investigador Nilson Ruela, quarta-feira, sob a acusação de corrupção, não foi um fato isolado. Em menos de um mês, três episódios graves sacudiram a imagem da Polícia Civil de Franca. Na semana passada, já havia vindo à tona a notícia sobre a exoneração de um policial que permitiu sessão de fotos sensuais dentro de uma delegacia. Dois dias antes de Nilson ser preso, o Ministério Público denunciou dois policiais por furto de caça-níqueis. A “nuvem negra” parece ter estacionado sobre a instituição no dia 22 de maio, Feriado de Corpus Christi. Para começar, o Diário Oficial publicou a exoneração do investigador Carlos Eduardo Evangelista, 28, por ter permitido que garotas menores de 18 anos tirassem fotos exibindo armas e fazendo poses sensuais dentro da delegacia de Ribeirão Corrente. No mesmo dia, por volta das 22 horas, dois homens invadiram o pátio de veículos da Delegacia Seccional local e roubaram quatro máquinas caça-níqueis que haviam sido apreendidas durante operações anteriores. O delegado-titular do 1º Distrito Policial, Benedito Carlos Quiodeto, 50, e o chefe dos investigadores, Antônio Amaro Crispim, 42, foram removidos da unidade em que trabalhavam por suposto envolvimento no crime. De acordo com o delegado seccional, Maury de Camargo, havia indícios de que teriam facilitado a ação dos ladrões. Na segunda-feira, 9, o Gaerco (Grupo de Atuação Especial Regional para a Prevenção e Repressão ao Crime Organizado) denunciou Quiodeto e Crispim à Justiça pelo crime de furto. A reportagem apurou que a denúncia teria sido recebida pela 3ª Vara Criminal, mas não foi possível confirmar se a Justiça acatou a denúncia e se abrirá ou não um processo contra os policiais. Enquanto isso, Quiodeto foi transferido para o 2º Distrito Policial e entrou de licença-prêmio na seqüência. Crispim passou a dar expediente apenas no plantão. Ambos estavam de folga no dia de furto, mas foram vistos por uma testemunha transportando as caça-níqueis da delegacia para o local de onde elas foram subtraídas horas depois. Indagado sobre a série de episódios negativos na cidade, o corregedor da Polícia Civil na região de Ribeirão Preto, Emílio Paschoal, afirmou que a instituição não coaduna com as práticas irregulares e que está acompanhando de perto a apuração dos fatos. “Havendo provas de que estes policiais ou demais policiais civis cometem desvio de conduta, seja no âmbito criminal ou ad ministrativo-disciplinar, com certeza, vão ser punidos. A gente sempre acredita que a ampla maioria dos policiais é descente e trabalhadora. Aqueles que praticam atos que desonram a instituição serão punidos e demitidos, com certeza”.

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