Missionários pelo mundo


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Deus ama seu povo, zela com compaixão por eles e os envia como missionários ou mensageiros da boa notícia do Reino. A primeira leitura dominical é colhida do livro do Êxodo. Deus propõe uma aliança com ele. Para convencê-los, lembra antes de tudo o que fez por eles no passado: tirou-os da escravidão do Egito e, como a águia que com suas poderosas asas consegue transportar para um lugar seguro os seus filhotes, ele os conduziu através do deserto. As suas últimas palavras são muito importantes: “se quiserdes escutar a minha voz, se fordes fiéis à minha aliança, vós sereis o povo que eu protegerei em qualquer situação, sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa. Ser nação santa significa ser “reservado para Deus”. Ser um povo sacerdotal significa que cada um teria sua vida a serviço do Senhor. Deus escolhe as doze tribos de Israel para ser seu povo sacerdotal, o povo da aliança, sua propriedade exclusiva. É um povo adquirido pelo Senhor com o compromisso de escutar sua palavra e guardar a aliança, tendo como missão revelar aos outros povos a santidade do Senhor, sua Lei e seu Reino. A segunda leitura é outro trecho da carta de São Paulo aos Romanos, no capítulo 5. Na leitura de hoje Paulo afirma que a nossa esperança não sofrerá desilusão porque não está fundada nas nossas boas obras, nas nossas capacidades, na nossa fidelidade, mas no amor pleno de Deus. É belo saber que quando Deus começa uma obra de salvação, não suspende pela metade, não desanima, não lhe faltam as forças, mas a conduz sempre a bom termo. O amor de Deus, diz Paulo, não é fraco, inseguro como o dos homens. Nós conseguimos amar somente os próprios amigos. Deus sabe amar até ao extremo, isto é, ama os seus inimigos. Quando a humanidade se afastou de Deus pelo pecado, na sua bondade quis perdoar a todos enviando o seu Filho para morrer na cruz e dar a graça da salvação a todos. Os nossos pecados jamais conseguirão derrotar o seu amor. Mesmo que o abandonemos, ele nunca nos abandonará.Deus sempre vai ao encontro de quem se comporta mal, de todos que se afastam dele e arruinam a própria vida e a cada um faz a promessa da felicidade. O evangelho deste domingo realça a importância da missão da Igreja, povo sacerdotal, povo da aliança. A compaixão de Jesus pelo povo abandonado, como “ovelhas sem pastor”, faz pensar na ação evangelizadora oferecida a tantas pessoas afastadas do coração do povo unido e feliz em Jesus. Jesus sente compaixão pelo povo, porque ninguém se preocupa com ele, nem os chefes políticos, nem os chefes religiosos. Para enfrentar esta situação Jesus funda o novo povo: chama os doze. Aos seus seguidores Jesus dá a ordem de continuar a sua obra em favor dos homens e por isso lhes confere a autoridade de expulsar os maus espíritos e de curar os doentes. Esta missão significa que os discípulos de Jesus trabalham contra tudo aquilo que destrói a vida do homem, quer a física, quer a espiritual. O discípulo de Jesus busca somente uma recompensa: a alegria de ter servido e amado os irmãos com a mesma generosidade que ele aprendeu do Mestre. O evangelho deste domingo é, antes de tudo, uma palavra de esperança e uma garantia do amor e da compaixão de Deus por cada um de nós, o seu povo amado. Através das palavras e atitudes de Jesus, Deus solidariza-se com as pessoas que mais sofrem. Jesus procura demonstrar a sua compaixão pelo povo abandonado, para avisar que a missão, mais do que uma simples transmissão dos conteúdos da fé, constitui-se em presença solidária do discípulo e missionário no meio do seu povo. A partir da missão de Jesus, entende-se a missão da Igreja no mundo, isto é, a nossa missão, a de todos os cristãos. A cada seguidor de Cristo foi confiada uma tarefa. Seja qual for a situação, os cristãos têm esta missão a cumprir: dedicar a própria vida para a libertação dos irmãos, enchendo-os de esperança e de motivação na caminhada em busca de vida digna e plena. O ENCONTRO COM JESUS CRISTO Nunca Deus se afasta de nós e sempre se deixa encontrar por aqueles que o procuram. É da natureza do cristianismo reconhecer a pessoa de Jesus Cristo e segui-lo. O documento da 5ª Conferência em Aparecida indica quais são os lugares, as pessoas, os dons que nos falam de Jesus, possibilitando-nos ser discípulos e missionários. OS LUGARES DE ENCONTRO COM CRISTO O encontro com Cristo realiza-se na fé recebida e vivida na Igreja. A Igreja é nossa casa. Nela temos tudo o que é bom, tudo o que é motivo de segurança e de consolo. ONDE MAIS? Encontramos Jesus na Sagrada Escritura. Ela é a fonte de vida para a Igreja e a alma de sua ação evangelizadora. Também o encontramos, de modo admirável, na Sagrada Liturgia e a Eucaristia é o lugar privilegiado do encontro do discípulo com Jesus Cristo. A FORÇA DO MISSIONÁRIO Como missionários somos fortalecidos através do perdão, por meio da oração pessoal e comunitária e na convivência com os pobres, aflitos e enfermos. AS ONGS No mundo moderno as pessoas descobriram um meio inteligente e eficaz de tornar vivo o evangelho: as ONGs. Leigos que, independentemente de religião, se unem para ajudar o próximo, preservar a natureza, multiplicar as ações pela dignidade humana. Sempre serão abençoados os passos dos que anunciam e realizam a Paz. Através dessas organizações não-governamentais, o “Amor” ao próximo continua sendo exercitado. Parabéns! Coragem! José Geraldo Segantin Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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