Famílias vizinhas do cemitério ganharão casas


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À ESPERA DE UM SONHO - A parede da casa do casal Manuel e Maria Costa fica encostada com o muro do cemitério. Há anos, eles sonham em mudar de casa
À ESPERA DE UM SONHO - A parede da casa do casal Manuel e Maria Costa fica encostada com o muro do cemitério. Há anos, eles sonham em mudar de casa
Seis famílias de Ribeirão Corrente têm como vizinho o Cemitério Municipal. Depois de quase 20 anos morando no local, elas devem se mudar. Uma análise feita pela Prefeitura Municipal detectou que a área é considerada de risco por causa da proximidade com o cemitério e, além disso, as casas foram construídas sem autorização da administração municipal. Outro problema constatado no local é a proximidade com a lagoa de tratamento de esgoto que produz um cheiro insuportável. O secretário do Departamento de Convênios, Projetos e Engenharia, Aurélio Aranha, disse que a Prefeitura determinou a retirada das famílias do local. “O motivo da mudança é porque a área é considerada de risco”, disse Aranha. Como as famílias são de baixa renda, a Prefeitura Municipal construirá sete casas em uma área que fica a 700 metros de distância do local e doará os imóveis para as famílias. Um deles será doado para uma família que reside em outra localidade da cidade mas em uma casa em situação precária. O casal Maria José Alves Costa, 78, e Manuel Ferreira da Costa, 83, faz parte do grupo que será contemplado com uma casa nova. Eles residem no local há mais de 20 anos e sempre tiveram vontade de mudar, mas não tinham condições financeiras de comprar outra casa. “Não sabemos quando isso vai acontecer, mas não vemos a hora”, disse Maria. A parede da casa dos dois fica encostada no muro do cemitério. “Em época de chuva, fica muito úmido e acaba escorrendo água do cemitério para dentro do meu quintal”. O casal bem que tentou vender a casa. “Ninguém quer comprar casa ao lado do cemitério”, disse Maria. [FOTO2] O catador de café Isaquel de Lima, 36, é vizinho de parede do casal Maria e Manuel, há 18 anos. Lima mora com três pessoas na casa de três cômodos e também quer se mudar. “Eu queria morar nas ruas lá para cima. Deve ser bem melhor”. A previsão é que as obras comecem dentro de um mês ao custo de R$ 135 mil. A verba será repassada pelo governo federal. “Estamos aguardando uma posição da Caixa Econômica Federal, que vai liberar o dinheiro”, afirmou Aranha. Os imóveis terão 60 metros quadrados com dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Os novos proprietários não terão que pagar pelo imóvel. A previsão é que as casas, ao lado do cemitério, sejam demolidas para evitar que nova famílias se mudem para o local. Colaborou Fernando Machado

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