Homem que matou e queimou amigo pega 13 anos


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O corpo de Cledinaldo Peres Neves foi encontrado por policiais militares, em julho de 2006, em estrada de terra nos fundos do Jardim Aeroporto: Maikon Rodrigues Machado (no destaque), o “Maikon Magrelo”, foi condenado esta semana por ter cometido o brutal
O corpo de Cledinaldo Peres Neves foi encontrado por policiais militares, em julho de 2006, em estrada de terra nos fundos do Jardim Aeroporto: Maikon Rodrigues Machado (no destaque), o “Maikon Magrelo”, foi condenado esta semana por ter cometido o brutal
O autor de um dos mais bárbaros crimes já registrados em Franca foi julgado e condenado esta semana. Maikon Rodrigues Machado, 24, o “Maikon Magrelo”, pegou 13 anos de cadeia por ter matado Cledinaldo Peres Neves, então com 32 anos, e queimado o corpo. O assassinato aconteceu na região do Jardim Aeroporto em julho de 2006. A vítima era amiga do líder do PCC, Marcos William Herbas Camacho, o “Marcola”, e pretendia assumir o comando da facção na cidade. Franca, 22 de julho de 2006, 23h45. Um homem que passava por uma estrada de terra, nos fundos do Jardim Aviação, viu que algo pegava fogo no meio da via. Aproximou-se para ver o que era. Chegou perto e se assustou ao ver um corpo em chamas no meio da via. Chamou a polícia, mas quando a viatura chegou a vítima já estava morta. O cadáver, nu, tinhas os pés amarrados por panos, apresentava queimaduras por quase toda a sua extensão, principalmente na genitália, e aparentava ter sido enrolado em um cobertor. Havia sinais de tiros no abdome e nuca. Cledinaldo não portava documentos e só foi identificado no dia seguinte após um parente ver as fotos no Comércio. Um mês antes de morrer, ele havia enviado uma carta para “Marcola”. Segundo a polícia, queria ingressar na facção e pedia recursos para cometer crimes. A correspondência voltou e foi apreendida. A PRISÃO Dois dias após o assassinato, uma denúncia anônima levou a polícia até a casa de Maikon, no Jardim Aeroporto. Ele estava dormindo e não teve como reagir à prisão. Levado à delegacia, disse que agiu sozinho e que matou devido a supostos gracejos feitos pela vítima à sua mãe. Antes do assassinato, os dois jantaram e usaram entorpecentes juntos. [FOTO2] Não foi seu primeiro assassinato. Em 2003, Maikon matou um homem a enxadadas no Jardim Paulistano. “Ele mexeu com minha mulher”, disse sobre o caso. Por este crime, foi condenado a seis anos de cadeia e cumpria a pena na Colônia Agrícola de Ribeirão Preto, de onde fugiu. Dois dias após ser preso pelo segundo assassinato, também tentou escapar da cadeia do Guanabara. Maikon Magrelo cumpre pena na penitenciária de Getulina, na região de Bauru. Na quinta-feira, foi recambiado e trazido ao Fórum de Franca para prestar contas com a Justiça. No julgamento, presidido pelo juiz José Rodrigues Arimatéa, foi condenado a 13 anos de reclusão em regime fechado. Deixou o Tribunal do Júri algemado e voltou para a penitenciária.

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