Saúde!? Amém!


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Fumar é prejudicial à saúde? Quem são as maiores vítimas do tabagismo? O fumante ativo ou o fumante passivo? As bebidas alcoólicas são prejudiciais à saúde? Quem são as maiores vítimas do alcoolismo? O alcoólatra ou aqueles que por alguma razão estão próximos a ele no trabalho, em casa ou no trânsito? Os agrotóxicos são prejudiciais à saúde? Quem são as maiores vítimas do uso excessivo e indiscriminado de agrotóxicos no campo? O funcionário responsável pela aplicação deles nas lavouras ou o consumidor final de produtos brutalmente contaminados? Se refletirmos, talvez seja possível concluir que o cigarro, as bebidas alcoólicas e os agrotóxicos representam fontes inesgotáveis de desarranjos à saúde humana, animal e vegetal. Foquemos a saúde humana, principalmente no seu aspecto mais perverso - a baixa qualidade dos serviços prestados em razão da escassez de recursos financeiros. A insistência do tema convence os mais desatentos de que essa é uma verdade inexorável e que só teremos melhorias quanto dos recursos financeiros forem suficientemente grandes, tendendo ao infinito. Apesar de não compactuar com tal visão simplista para a solução do problema, vejo que algum recurso financeiro a mais na conta da saúde pública brasileira realmente poderia colaborar, então decidi fazer coro com aqueles que defendem a idéia de super-taxar produtos como cigarro, bebidas alcoólicas e agrotóxicos. Parece-me que tal idéia já havia sido cogitada inclusive por gente do próprio governo, mas por alguma razão foi deixada de lado em troca da criação de uma tal de contribuição social para a saúde. Se tivesse sido levada a sério atenderia às necessidades financeiras do cofre da saúde pública brasileira e seria uma justa tributação sobre empresas, empresários e produtos que muito fazem para ampliar os gastos com saúde pública no País. Uma sociedade que pensa em ser justa e equânime precisa reconhecer seus obstáculos e vencê-los com galhardia, sem interesses escusos ou demagogias de palanque. Quanto custa para os cofres públicos o tratamento de doenças provocadas por cigarro, bebidas alcoólicas e alimentos envenenados? Os políticos vivem dizendo que dinheiro na saúde não é gasto e sim investimento. Concordo. Mas o que vemos é dinheiro na doença, aí sim é gasto. Dinheiro na saúde é investimento quando aplicamos recursos financeiros e profissionais em prevenção de doenças, na promoção da saúde individual e coletiva e principalmente na educação voltada à saúde. Enquanto focarmos a doença e o doente como metas de nossas ações estaremos gastando dinheiro e perdendo tempo. Alexandre Henrique Leonel Farmacêutico, integra o Conselho de Leitores do Comércio

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