Cai número de usuários de ônibus em Franca


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Passageiros esperam por coletivo no Terminal Central de Ônibus. Com facilidades de crédito para aquisição de veículo próprio e mudanças de hábito, número de passageiros nos ônibus cai
Passageiros esperam por coletivo no Terminal Central de Ônibus. Com facilidades de crédito para aquisição de veículo próprio e mudanças de hábito, número de passageiros nos ônibus cai
Crédito fácil para comprar carro e moto, uso de bicicletas para poupar o meio ambiente ou caminhadas para preservar a saúde. Esses são alguns dos motivos que têm tornado o uso de ônibus algo do passado para alguns francanos. Só nos últimos 12 meses, a Empresa São José, responsável pelo transporte coletivo em Franca, perdeu cerca de 5 mil passageiros. Até junho de 2007, 68 mil pessoas circulavam de ônibus por dia. De lá até junho deste ano, a média diária caiu para 63 mil, 7% menos. A empresa pediu à Prefeitura aumento de 46% no preço da passagem. Se o valor for aprovado, passará a custar R$ 3,06. Celso Dias, gerente da São José, disse que a queda no número de usuários é uma tendência verificada nos últimos dez anos em Franca e outras cidades. A mudança de hábitos é um dos fatores apontados por ele para a redução. “Andar de bicicleta virou moda. Antes, os trabalhadores almoçavam em casa, mas, com o crescimento da cidade, os bairros ficaram afastados e eles comem próximo ou no próprio emprego e não tomam mais ônibus no horário do almoço”. Celso ainda citou a facilidade para comprar carros e motos, com possibilidade de parcelar o veículo em até seis anos, como outro fator para a queda no número de passageiros. Para se ter idéia, só nos primeiros quatro meses deste ano, a Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Franca emplacou 1.198 novos automóveis. Embora assuma que a Empresa São José avalia a queda de transportados com preocupação, Celso Dias acredita que o cenário possa ser revertido dentro de cinco anos. “Os combustíveis estão muito caros e daqui a alguns anos as pessoas não terão condições de abastecer o carro e circular para todo lugar”, analisa ele. Com a preocupação ambiental, novas regras de trânsito podem ser adotadas, como o rodízio de carros, já praticado em São Paulo. “Dessa forma, a opção serão os ônibus”. NA CONTRAMÃO Apesar de operar com 5 mil passageiros a menos por dia, a Empresa São José não pode reduzir as linhas de ônibus e tem de criar novas rotas para atender os bairros “recém-nascidos”. “Mantemos e criamos novas linhas. A frota também tem de ser renovada. A exigência dos usuários é cada vez maior. Imagine se usássemos ônibus de 20 anos atrás. Se os carros fossem velhos, aí que os passageiros deixariam o transporte coletivo”, disse Celso Dias. De 2007 para cá, a quilometragem mensal percorrida pelos veículos aumentou 15 mil quilômetros. Com o acréscimo, os 105 ônibus passaram a circular 730 mil quilômetros por mês. A distância seria suficiente para dar 18 voltas sobre a linha do Equador na Terra.

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