Vamos namorar a vida!


| Tempo de leitura: 5 min
O mundo está cheio de ‘amor relâmpago’, sentimento superficial que se dilui na atmosfera ao menor sopro. O verbo ficar, hoje em dia, é o mais conjugado entre os chamados ‘namorados’. Infelizmente, o compromisso está chegando ao fim, e os ‘casais de ficantes’ aumentam em progressão de um para um. Culpar quem? A situação que vivem os corações, a cada dia mais apertados e incompreendidos, gerando uma série de conflitos, e ainda, a vontade mínima de compromissar? Pode até ser que seja. Tudo parece agendado nesse mundo de tantos compromissos, a ponto de as pessoas se esquecerem do próprio cotidiano. Não lembram que todo dia é dia de viver e de ser feliz, e que amor não tem hora marcada para se manifestar. Não estou descobrindo a pólvora sem a menor fumaça, só que o mundo dos corações apaixonados está acabando. É muito duro observar a maneira com que os “ficantes” agem. A palavra compromisso é usada para aquela meia hora ou até menos tempo. O lado bom da história é que, quando bem orientados, os jovens não costumam sair por aí transando ou ficando com quatro ou cinco parceiros na mesma balada, como parece aos mais apocalípticos. Que eles estão ficando mais cedo é fato, mas o limite do ficar é muito relativo: depende de cada um. Então por que não ensinar esse limite a eles? O lado ruim é que a família, hoje, não acredita na sua força - a força do amor e do exemplo - e acaba muitas vezes se omitindo “para não parecer antiquada e quebrar a comunicação”. Meus pais ficaram casados mais de 50 anos e continuariam, não fosse a morte levar minha mãe. Outros como eles estão perto ou ultrapassam essa marca de vida conjugal, já que os tempos eram completamente diferentes. O significado do amor, do compromisso, da responsabilidade era outro. Vale a pena tentar resgatar aquele sentimento sincero do ser, estar, permanecer e porque não, ficar com a pessoa que a gente realmente ama. O amor é capaz de fazer abraçar o corintiano e o palmeirense, de unir todas as raças, fazer rir o palhaço, deixar crescer a criança que quer brincar na frente da sua casa, é até de enxugar a lágrima do agredido porque, em um mundo de amor, não haverá mais lugar para as injustiças. O amor não se intimida com distâncias nem padece com ausências. Supera tudo pela grandeza do sentimento. Desconhece a angústia das esperas prolongadas porque tem a calma das certezas. Não se atribula demais, tem a serenidade de quem passeia sem outro compromisso além da felicidade. Para quem ama é sempre domingo e dia de festa no coração, é estar de férias em todas as segundas-feiras, é dar feriado às agonias. O amor não tem calendário, desconhece datas. Tudo começou ontem, mesmo sendo antigo. Tudo é futuro nesse agora. Tudo é feito neste momento para ser saboreado no mesmo instante. É um prato que não esfria quando o tempo passa, sempre está com o mesmo sabor, porque se renova e refaz o convívio. Por isso, hoje, Dia dos Namorados, acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Vamos namorar a vida! FACA DE DOIS GUMES Eleito pelo conselho deliberativo do clube por 8 votos a 6, o médico Francisco Sérgio Garcia, de uma maneira surpreendente, assume a presidência do Franca Basquete, substituindo o dentista José Guilherme Calil Maia, que, em sua gestão, ganhou todos os títulos que disputou. Fransérgio tem em seu currículo um passado de glórias como jogador de basquete, mas agora, terá que provar sua eficiência como dirigente e dar seqüência a essa série de bons resultados alcançados pelo seu antecessor. Do contrário, será cobrado pela massa torcedora do Franca Basquete, satisfeita com as vitórias conquistadas na gestão de Calil Maia, que se sente apunhalado pelas costas pelos conselheiros do clube. Nas mãos de Fransérgio, uma faca de dois gumes. VOCÊ CONFIA NOS POLÍTICOS? Eu não. Defensores da classe, sobretudo na mídia, argumentam haver políticos idealistas que não se enquadram no conceito de ser um profissional. Trabalha, sustenta a família, paga suas contas e entra na política mais pensando nos outros do que nele mesmo. Não posso entender que o sujeito gaste US$ 500 mil para se eleger deputado federal para ganhar por mês pouco mais de R$ 24 mil. Tem as regalias, é certo. Mas não me venham com essa história de idealistas. Ora, idealista todo mundo é. Hitler era. PC Farias também. Um queria dominar o mundo pela pureza da raça, e o outro pela corrupção. NEGATIVO Não me entra na cabeça a matemática do presidente da Câmara Federal Arlindo Chinaglia (PT). Segundo ele, aumentando o número de vereadores, os gastos das câmaras serão menores. Aos meus bolsos, o argumento beira a imbecilidade. Segundo ele, como o Legislativo, ao final dos exercícios, devolve dinheiro para o Executivo porque não consegue utilizá-lo todo, simplesmente passaria a devolver menos, ou seja: não haveria aumento nos gastos. Se a Câmara de Franca, que conta, hoje, com 15 vereadores, ganhar mais 7 e devolver menos dinheiro à Prefeitura, haverá, isso sim, menos recursos. Para ficar dando nomes a ruas, praças e apresentando projetos escandalosamente inconstitucionais, as câmaras deveriam ter é elenco reduzido. Franca inclusive. POSITIVO A Rádio Difusora de Franca comemorou, na última terça-feira, 46 anos no ar. Fui convidado por Everton Lima, amigo e diretor-artístico da emissora, para participar das festividades e falar um pouco do passado desta rádio, líder de audiência, mas, por motivo de força maior, não pude comparecer. Comecei a carreira de radialista nessa emissora, nos anos 60, ao lado de grandes nomes que marcaram época na radiofonia de Franca. Em meus programas, sempre usava a frase, “a queridinha da cidade”. Hoje, o slogan, conhecido em toda a região, se aproxima daquele que eu usava: a rádio do povo. Edward de Souza Jornalista e radialista - edward@comerciodafranca.com.br

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários