Emdef demite 35 funcionários até julho


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A Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) tem até o fim de julho para demitir 35 funcionários - perto de um terço do total de seu quadro - por determinação da Justiça. Tratam-se de empregados admitidos sem concurso público que trabalham na empresa desde 1988. Serão cortados desde pessoal de produção até ocupantes de cargos de chefia. Para o Judiciário, as contratações deveriam ter ocorrido por meio de concurso público, como determina a Constiuição Federal. Como isso não aconteceu, foram consideradas ilegais. Outras empresas ligadas à administração pública indireta, como Sabesp e Infraero, estariam passando por problema semelhante. Pela decisão judicial, já tomada em última instância, os empregados deixarão a Emdef com apenas o salário do mês e o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) como restituição. Outros direitos trabalhistas, como multa rescisória de 40%, férias e décimo-terceiro salários não serão recebidos. “Isso é fato. Eles não foram reconhecidos como funcionários”, disse o presidente da Emdef, João Marcos Rodrigues. O presidente disse, na noite de ontem, que está “arrasado” com a determinação das demissões de tantas pessoas com 20 anos de empresa de uma só vez. “Estou chorando todos os dias. Eles (empregados) estão tão tristes como eu. Estão frustrados”, disse. Segundo Rodrigues, muitos têm acima de 50 anos e estão perto de se aposentar. Além disso, por conta da idade, poderão ter dificuldades de recolocação no mercado. “Venho segurando isso há mais de um ano (...) Agora, estamos trabalhando para encaixá-los em outras empresas privadas”, afirmou. Para repor o quadro da empresa e não prejudicar o andamento dos serviços, Rodrigues disse que prorrogou o prazo de um concurso público ainda em vigor e que aproveitará o período que tem antes de proceder os desligamentos para estudar como fazer as admissões. Se as demissões não forem feitas dentro do prazo, a Prefeitura e a Emdef serão multadas em R$ 1 mil por dia para cada um dos funcionários. “O prefeito e eu somos legalistas e acatamos a lei. Mas estamos tristes”, disse o presidente da empresa. “Meu único motivo de alegria é que hoje, 10 de junho, as contas da Emdef de 2007 foram aprovadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado)”, completou. OUTROS PROJETOS A primeira reposição de pessoal da Emdef acontecerá antes mesmo das demissões. Foi aprovada, ontem, na Câmara, em segunda votação, a criação de cinco cargos de chefia. Custarão R$ 200 mil anuais. “São peças-chave e indispensáveis para a empresa”, disse João Marcos Rodrigues.

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