Os telefones de pelo menos 300 pessoas amanheceram mudos, ontem, na região do Jardim Aeroporto I. O apagão na comunicação foi causado por vândalos que furtaram cerca de 200 metros de cabos telefônicos. O problema só foi solucionado no fim da tarde. Casos semelhantes ocorrem com freqüência na cidade. A empresa responsável acredita que tenha sido vítima de 60 furtos este ano. O prejuízo acumulado no período é estimado em R$ 200 mil. Normalmente, os fios de cobre levados pelos ladrões são vendidos a preços irrisórios em ferros-velhos.
O furto de ontem aconteceu em três lances de postes da Avenida Carlos Roberto Haddad - uma das mais movimentadas do bairro - e atingiu residências das Ruas Capitão José Pinheiro de Lacerda e Reinaldo Maniero. Moradores vizinhos disseram ter ouvido barulho durante a madrugada, mas com medo não saíram para ver o que acontecia. Se deram conta do problema ao tentarem ligar de manhã e encontrar os telefones mudos. “Possivelmente alguém colocou uma escada no poste e cortou os cabos usando um facão. Com isto, 300 pessoas ficaram sem telefone no bairro. Agora, é preciso religar as linhas e restabelecer a comunicação, informou um técnico da Engeset - empresa que presta serviço para a CTBC - que ainda fazia reparos durante a tarde na rede atingida.
Somente no caso de ontem, o prejuízo da empresa teria sido de R$ 3 mil, sem contar as residências e estabelecimentos comerciais que ficaram impossibilitados de telefonar por aproximadamente dez horas. “Praticamente, quase todos os dias estamos sendo vítimas de ladrões. Teve uma semana que eles levaram os cabos de segunda-feira a sábado. Há poucos dias, levaram quase 2 mil metros de cabos. Com isto, perdem a empresa e os assinantes, que ficam sem o telefone”, disse Vanderlei Batista da Silva, supervisor-técnico da Engeset.
Segundo levantamentos da empresa, cabos telefônicos das regiões dos Jardins Aeroporto, Ana Dorothea, Noêmia, Parati e City Petrópolis são os que mais sofrem com a ação dos criminosos. “É complicado falar para onde os fios estão sendo levados, mas acredito que o destino sejam os ferros-velhos ou, talvez, outras cidades onde são reaproveitados”.
O investigador Sandro Rocha, da DIG, disse que os furtos ocorrem no intervalo de 1 hora e 3 horas e que os ladrões queimam os cabos para retirar o cobre. “Quando somos avisados do furto, o autor, na maioria das vezes, já vendeu o produto para os receptadores.
Fazemos constantes batidas aos ferros-velhos e orientamos os responsáveis para que não comprem, mas muitos preferem o lucro fácil. Contamos com denúncias anônimas para identificar e prender quem está vendendo e quem está comprando”. O quilo de cobre é vendido em média por R$ 8.
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