Francana é intimada a depor no caso Isabella


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OS ACUSADOS  - No dia 7 de maio, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deixaram o prédio onde estavam hospedados, em Guarulhos, e foram levados de camburão para a cadeia: casal segue preso e pode vir a Franca para acompanhar depoim
OS ACUSADOS - No dia 7 de maio, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deixaram o prédio onde estavam hospedados, em Guarulhos, e foram levados de camburão para a cadeia: casal segue preso e pode vir a Franca para acompanhar depoim
A Vara do Júri do Fórum “Alberto de Azevedo” recebeu um carta precatória, ontem, para que uma artista plástica de Franca seja ouvida como testemunha de acusação contra Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá, 24, pai e madrasta da menina Isabella, 5, assassinada em São Paulo no dia 29 de março. É direito dos réus acompanhar a audiência, mas podem abrir mão de se deslocar até Franca. Com isso, o casal - a quem é atribuída a morte de Isabella - poderá viajar a Franca para acompanhar o depoimento. O processo foi distribuído na Vara do Júri por se tratar de um crime de homicídio. Agora, o cartório aguarda despacho do juiz José Rodrigues Arimatéa para designar a data da audiência. Como é preciso obedecer aos prazos previstos por lei, a tomada dos interrogatórios só acontecerá em, no mínimo, 15 dias. Antes do depoimento, Alexandre Nardoni, Anna Carolina e seus advogados precisam ser intimados por precatória ou edital. É direito dos réus acompanhar a audiência e eles só não comparecerão se a defesa resolver abrir mão. Na segunda-feira, os advogados do casal protocolaram a lista de testemunhas de defesa do pai e da madrasta de Isabella. São 32 nomes, 16 para cada acusado. Eles respondem por homicídio e fraude processual e cada um tem direito a arrolar oito testemunhas por crime. Alexandre e Anna estão presos em penitenciárias de Tremembé (SP). Ontem o Tribunal de Justiça negou o pedido de liberdade que havia sido impetrado pela defesa. ACUSAÇÃO O promotor responsável pelo caso, Francisco Cembranelli, arrolou 19 pessoas para serem ouvidas como testemunhas de acusação na fase processual. Uma delas é a artista plástica que mora em Franca. Entre 2002 e 2006, a mulher, que pediu para ter o nome resguardado, morou em uma casa em frente ao sobrado dos pais de Alexandre, na Rua Marinheiro, bairro do Tucuruvi, zona norte de São Paulo. Pouco depois, mudou-se para Franca. No dia 22 de abril, ela foi ouvida no Fórum local e seus relatos ajudaram a polícia e o Ministério Público a elaborar o perfil psicológico do casal. Três pontos do interrogatório teriam sido decisivos para que a Justiça decretasse a prisão dos acusados dias depois. A testemunha afirmou ter presenciado brigas violentas - inclusive com tentativas de agressão - entre os acusados, visto ataques de histeria de Anna durante uma festa provocados por ciúmes. Também contou aos promotores que teria dito aos familiares de Alexandre que algo trágico poderia ocorrer. Disse ter abordado a avó paterna (Maria Aparecida Nardoni) e dito que Anna seria capaz de jogar a menina do apartamento. “Ao descobrir que Isabella havia morrido desta maneira, minha cliente levou um grande susto”, disse ao Comércio, no dia 14 de maio, Luiz Gilberto Lago Júnior, advogado da artista plástica.

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