A liberdade de usar as próprias pernas para caminhar ou correr faz parte do cotidiano de qualquer atleta. Mas e se não for possível contar com elas para se movimentar? A cadeira de rodas pode ser um meio e nem por isso menos eficiente. É por esse instrumento que um grupo de 14 pessoas descobriu o basquete em Franca.
Na capital do esporte, as atenções se voltam para a inclusão de cadeirantes. Desde março irradia uma chama que pode fortalecer o basquete para cadeirantes na cidade a longo prazo. Catorze aspirantes a atletas treinam há pouco mais de um mês na Unifran. Tudo se formou a partir de um trabalho de extensão universitária.
O ex-jogador, campeão brasileiro com o Franca Basquete em 1997, Pablo Costa, estudante do último ano de educação física, mergulhou na iniciativa. "Começou tudo na sala de aula. Fomos atrás de gente na clínica de fisioterapia da faculdade e na Associação de Deficientes Físicos de Franca", contou ele sobre como o projeto saiu do papel.
A doutora em educação especial e coordenadora do projeto, Maria Georgina Marques Tonello, comentou que o esporte auxilia na inclusão de portadores de deficiência na sociedade e é uma forma de atividade física de tratamento. "A nossa intenção é chegar a 20 membros participantes", comentou.
O auxiliar de contabilidade Carlos Alberto da Silva, 27, é um dos alunos do projeto. "Quando você está na cadeira de rodas, todo mundo passa por um período difícil, de depressão. Quando andava, nunca tinha jogado basquete. Agora fico animado, é um incentivo poder aprender", disse. O rapaz ficou paralítico depois de sessões de radioterapia para se tratar de um tumor.
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Os treinos acontecem duas vezes por semana, às terça-feira e sexta-feira, das 13h30 às 14h30, na quadra da Unifran. "É gratuito e os interessados podem vir aqui para conhecer", comentou Pablo. Ontem, quem esteve no treino não para ingressar no projeto, mas conhecer foi o armador Helinho. "A gente até colocou ele na cadeira para ver como é difícil acertar a cesta", contou Carlos. O jogador visitou o treinamento a convite de Pablo Costa, que trabalha na categoria de base do Franca Basquete.
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