Jari defere 27 em cada 100 recursos


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Em média, cerca de 27% das multas aplicadas pela Polícia Militar ou pela Guarda Municipal que têm recurso são indeferidas pela Jari (Junta Administrativa de Recursos de Infrações) à qual os motoristas devem recorrer sempre que não concordarem com o teor do auto de infração. Por ano, em média, são apresentados quase 600 recursos. Não há um levantamento específico sobre os motivos que levam a Jari a cancelar as multas, mas pelo menos dois são os mais comuns: erro do agente fiscalizador e falta de sinalização no local que indique a infração. Esse é o caso de Sônia Maria Alves, que esteve na Jari na tarde de ontem para tentar reverter a multa de R$ 52,20 sofrida por estacionar seu Fiat Uno, em local incluído na Área Azul sem colocar o tíquete que autoriza a parada. Ela contou que estacionou seu carro pouco antes das 15 horas, na Rua Major Claudiano, em frente à Unesp, e, quando voltou, encontrou a autuação. “Eu achei que só precisava colocar o cartão até as 15 horas, não tinha ninguém lá para me orientar”,lamentou. Para apresentar um recurso contra multas de trânsito, basta que o motorista encaminhe à Jari os documentos do veículo e pessoais. Ele precisa ainda preencher o requerimento em que apresenta seus argumentos de defesa. A junta é composta por três representantes da sociedade e para que os recursos sejam deferidos, leva em consideração, segundo Tristão, todas as alegações apresentadas pelos motoristas autuados, que podem ser baseadas em documentos ou testemunhos. “Temos pessoas muito sérias trabalhando na Junta, por isso nosso índice de deferimento de recursos é um dos mais altos do Estado”, disse o secretário.

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