A Justiça do Trabalho de Franca vai leiloar, no próximo dia 26, mais de cem produtos. São veículos, imóveis, máquinas e equipamentos industriais, móveis de escritório, aparelhos eletrônicos, brinquedos, calçados, jóias e até gasolina. Os bens fazem parte de 60 processos e estão avaliados em R$ 800 mil. O leilão é aberto ao público e acontece no auditório do Fórum Trabalhista à Avenida Frei Germano, 2310, Estação.
O leilão será realizado por uma empresa de Ribeirão Preto, especialista no ramo. Durante o ato, os bens serão apresentados por meio de imagens num telão. Os lances são livres e os bens arrematados devem ser pagos à vista. A previsão é que o evento comece ao meio-dia e dure em média seis horas.
Marilaine Borges Torres, leiloeira oficial, disse que todos os itens a serem leiloados já foram avaliados. Entre os destaques estão um torno mecânico orçado em R$ 25 mil, uma Pajero de R$ 20 mil (com o motor fundido e conserto previsto por R$ 15 mil) e um colar de 88 pérolas japonesas estimado em R$ 4,2 mil.
“O grande atrativo do leilão é poder arrematar peças pela metade do preço avaliado em mercado e em alguns casos, dependendo do aval do juiz, com descontos superiores a 50%”, disse Marilaine. Diferente de outros leilões, os bens podem ser arrematados de maneira fracionada (individualmente). Há lotes com mais de dez produtos inclusos.
Por falta de um depósito onde os produtos possam ser guardados até o leilão, todos os bens estão em posse dos depositários. Os interessados em conhecer os produtos só têm acesso aos lotes por meio do site www.confiancaleiloes.com.br. Pela internet, além de imagens dos produtos também é possível ter acesso a outras informações, como o nome do depositário e os valores da avaliação.
“Estamos trabalhando na tentativa de conseguir um depósito para guardar os materiais, por isso atualmente eles estão em posse do credor”, afirmou o diretor da 1ª Vara da Justiça do Trabalho Rui Galvani Guarnieri.
Esse será o primeiro leilão de 2008. A expectativa é que cerca de cem pessoas compareçam ao evento. Caso não haja interesse pelos lotes, eles podem voltar a leilão em outra oportunidade. O próximo deve ocorrer até o fim do ano. “Quando isso acontece, o credor pode trocar um bem por outro de maior comercialização. Assim como teve a chance de adquirir o bem e até mesmo arrumar um comprador antes dele ser levado a leilão”, disse Guarnieri.
O diretor da 1ª Vara da Justiça do Trabalho adiantou também que pretende, nos próximos leilões, implantar o leilão eletrônico. Com essa ferramenta, se um produto deixar de ser arrematado, ele pode continuar à disposição para receber lances pela internet. “Ainda não temos essa alternativa, mas estamos nos movimentando para conquistá-la”.
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