‘O que podia ser feito, já fiz’, diz delegado


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De quatro a cinco viagens são feitas toda semana entre a Cadeia Pública do Jardim Guanabara e o PS Janjão ou unidades de saúde para levar presos ao médico. O delegado Eduardo Bomfim, diretor da cadeia, disse que o transporte é complicado e o ideal seria manter atendimento no próprio presídio. Comércio da Franca - Como está o atendimento sem a presença de um médico? Eduardo Bomfim -Complicado, porque temos de levá-los ao pronto-socorro. O que eu podia fazer já fiz. Entrei em contato com a Secretaria de Saúde em Franca, mas não conseguiram nenhum profissional. Ninguém quer trabalhar na cadeia. Comuniquei ao meu superior, (delegado seccional Maury Segui) e ele repassou ofício para vários locais para que a gente não responda por não ter tentado fazer nada. Comércio - Como é feito o transporte até o médico? Eduardo - O carcereiro acompanha e há escolta. É uma situação difícil. Imagine você estar sentado para ser atendido pelo médico e chega um cara algemado com dois policiais do lado. Não é agradável para quem está lá. Há crianças nesses locais. Tem risco. O ideal era evitar. Comércio - Que outros transtornos a saída do médico provocou? Eduardo - Pedimos uma série de remédios baseados no atendimento feito no “Janjão”, mas quando ele estava lá era muito mais fácil para a gente conseguir os medicamentos. O médico era da Prefeitura, o remédio é repassado pela Prefeitura e é mais fácil para o médico que é da casa adquirir os remédios. Comércio - Todos os presos doentes vão ao médico ou só casos urgentes? Eduardo - Tem de levar. Aparentemente o preso está bem, mas pode estar muito ruim. Então temos de dar socorro. É claro que temos critério. A Prefeitura mantém um enfermeiro na cadeia e ele dá assistência. Antes, um ficava doente, o médico já via e tratava. Isso evitava que a doença se espalhasse em toda cadeia. Hoje o risco está muito maior, mas a direção da cadeia pode ir até um certo ponto. O que podia ser feito já tentamos providenciar.

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