Ocupando a presidência do Franca Basquete até o final do mês de junho, o dentista José Guilherme Calil Maia ainda não digeriu a derrota para o médico Fransérgio Garcia, por 8 votos a 6, na última sexta-feira no Conselho Deliberativo do clube. Com o resultado, ele deixa a presidência em favor de Garcia, que é irmão do técnico Hélio Rubens Garcia. Até minutos antes da eleição, a única chapa registrada era a encabeçada por Calil. Foi quando Fransérgio se apresentou e afirmou que concorreria ao pleito. Como não houve acordo para uma composição, ocorreu a primeira votação nos 16 anos de história do clube.
Na tarde de sexta-feira, Calil afirmou ter recebido telefonemas de quatro conselheiros, que prometeram votar em sua chapa. "Algumas pessoas me ligaram declarando apoio aberto, mas quando chegou a hora da votação, recuaram por algum motivo", disse. De acordo com ele, um dos motivos teria sido um discurso do presidente da Unimed em Franca. Élson Rodrigues teria declarado apoio a Fransérgio Garcia, fator determinante na decisão dos conselheiros. A presença do ex-pivô José Vargas na chapa da situação, no cargo de diretor-técnico, também provocou estragos. Isso teria incomodado o técnico Hélio Rubens, que apoiou seu irmão para o cargo máximo. "Não sei até que ponto o Vargas significaria uma ameaça ao Hélio", completou.
À reportagem, ontem, Vargas descartou qualquer desentendimento com o atual técnico francano e declarou não acreditar que sua presença possa ter alterado o resultado da eleição. "A vitória do Fransérgio foi uma decisão do conselho. Minha presença não mudou nada disso", declarou o ex-pivô.
Independente de todos estes assuntos, Calil esclareceu que até o final do mês dará continuidade aos trabalhos de transição, para que a nova diretoria possa assumir já ciente da real situação financeira e administrativa do clube. "Já comecei a preparar tudo, e vou me reunir com o Fransérgio para programar a transição entre as diretorias", afirmou.
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