Paciente vai para o CTI e família acusa Santa Casa


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O comerciante Adilson Peres de Andrade, 45, procurou a polícia na noite de sexta-feira para denunciar suposto erro por parte de médicos da Santa Casa. Há dez dias, sua ex-mulher, a também comerciante Patrícia Conceição Guerreiro Andrade, 40, está no CTI (Centro de Terapia Intensiva) em razão de uma infecção intestinal. Para a família, a demora no diagnóstico teria sido a responsável pelo agravamento do estado de saúde dela. Os problemas de Patrícia tiveram início no dia 15, quando ela começou a sentir dores no abdome. Foi levada ao pronto-socorro “Doutor Janjão” por duas vezes. “Ouvimos que seria congestão ou dor psicológica”, conta Adilson. No dia 16, sexta-feira, como o incômodo não passava, ela retornou ao PS e fez um raio-x. Após a troca de plantão, o médico constatou que havia um problema agudo no abdome e a encaminhou com urgência para a Santa Casa. Eram 22h30. “No sábado, a médica disse que era aderência. No domingo, não passou para vê-la”, disse. Na segunda-feira, 19, a primeira cirurgia. “Ela foi operada sem que a família fosse avisada. Tiraram um pedaço de seu intestino”. Os dias foram passando e a dor de Patrícia continuava. “Nunca conseguíamos falar com a médica e ela não explicava o que estava acontecendo. Ficou dois dias em Ribeirão Preto tratando de seu divórcio e não nos dava atenção”. A comerciante foi operada outras três vezes. “Só depois de muito brigarmos é que decidiram levá-la para o CTI. O problema se agravou por causa da demora. Hoje, ela está com infecção no pulmão e corre risco de morte. Ela não tinha nada. Acho que pegou lá (no hospital)”, finalizou Adilson, que denunciará o caso ao Ministério Público. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Santa Casa informou que o tratamento dispensado à paciente foi o correto. Relatou que a mulher só não foi operada anteriormente porque a equipe médica procurou resolver o problema por meio de uma sonda, sendo as cirurgias medidas emergenciais. A assessoria informou ainda que não houve qualquer tipo de negligência da médica, que teria até fornecido seu telefone celular a Adilson, marido da paciente, para maiores informações.

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