Quero o amor para todos


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O décimo domingo do tempo comum nos apresenta Deus, que nos faz perceber o que lhe agrada: a misericórdia, o amor que faz o bem, mais do que as ofertas e os sacrifícios. A primeira leitura da missa é do livro do profeta Oséias, no capítulo 6. No tempo de Oséias o povo tinha causado um desastre muito grave; não dera ouvidos aos profetas e se lançara numa aventura absurda: a guerra. Nenhuma guerra jamais produziu resultados positivos: transforma-se sempre numa inútil carnificina. Quando percebem o erro cometido, os israelitas recorrem ao Senhor para que ele ponha um fim ao massacre entre irmãos. Deus sabe que este povo não está convicto da necessidade da mudança interior, pois recorre a Ele por medo. O profeta alerta que a Deus não apraz sacrifícios e ações culturais exteriores e superficiais. Não lhe agrada o culto comprometido com os poderosos e exploradores do povo pobre. A ele agrada a prática da misericórdia e a fidelidade à aliança. Deus apresenta a única prática religiosa que ele aprecia: “Eu quero obras de amor, não sacrifícios”. Na segunda leitura, trecho da carta de Paulo aos Romanos, nos é apresentado um exemplo oposto ao dos israelitas: se destaca a figura de Abraão, que sempre foi fiel a Deus, não obstante as numerosas provas às quais foi submetido. Abraão não acreditou só por algum instante ou quando Deus lhe proporcionou a prosperidade. Ele sempre depositou a sua esperança e a sua confiança no Senhor. Deus lhe havia prometido uma numerosa descendência como as estrelas do céu, porém, transcorridos muitos anos, nada tinha acontecido. Ele e Sara, sua mulher, já avançados em anos, de que forma poderiam continuar acreditando que a promessa de Deus se realizaria? Contra todas as expectativas humanas, Abraão nunca parou de esperar e não foi em vão: Deus lhe concedeu um filho, Isaac. O evangelho escrito por São Mateus relata a vocação de Mateus e a refeição de Jesus com os pecadores. Mateus possuía uma atividade malquista por todos: era cobrador de impostos. Através desta atividade podiam explorar; eram considerados profissionais da mentira. A salvação deles era considerada praticamente impossível. O gesto de Jesus ao chamar um pecador como Mateus é extraordinariamente revolucionário demonstrando que ele não aceitava discriminações. Jesus quis que entre os seus seguidores houvesse também pessoas que não desfrutavam de bom conceito. Mateus é convidado a seguir Jesus. O seguimento significava serviço, dom de si, disponibilidade em favor do irmão. A vocação de Mateus representa o nosso chamado como cristãos. Jesus não convida as pessoas para aprender a sua mensagem, mas para seguir o mesmo caminho que ele percorreu. Não quer ser admirado, mas seguido. Mateus, então, faz uma festa em sua casa. Lá se encontram sentados à mesma mesa, Jesus, os discípulos, os pecadores, os colegas de profissão do novo apóstolo: os publicanos. Os fariseus, que se consideravam corretos, justos, ficam escandalizados. Jesus ouve suas críticas e responde com um provérbio muito irônico: “os que têm saúde não precisam de médico”. Jesus ainda diz que ele quer obras de amor em favor do homem, não sacrifícios. Com sua atitude Jesus ensina que Deus não é como eles pensam. Ele convida para o banquete do seu Reino justamente os pecadores, não tem nojo deles, não os despreza, não os julga, não os condena. Salva-os porque também são seus filhos. A atitude de Jesus não significa que o esforço para andar direito, ser correto não tenha valor. Deus olha e acompanha com alegria a caminhada daqueles que se esforçam. O que é colocado em evidência é a compaixão de Deus, revelada pelos gestos e palavras de Jesus. VISITA DA IMAGEM Está peregrinando pelo Estado de São Paulo a Imagem de Nossa Senhora Aparecida. Da Basílica de Aparecida chegará a Franca, na Catedral, no próximo dia 11 de junho, às 18 horas. Permanecerá até dia 13 de junho, 10 horas. Durante sua estadia várias celebrações vão acontecer. ABERTURA DO ANO PAULINO A pedido do papa Bento XVI, a Igreja vai celebrar um ano jubilar dedicado ao apóstolo Paulo, para recordar os dois mil anos de seu nascimento. O chamado Ano Paulino se estende de 28 de junho de 2008 a 29 de junho de 2009. Paulo marcou, de forma decisiva, a história do cristianismo. É o apóstolo que anunciou o Evangelho em todo o mundo antigo, sem nunca vacilar perante as dificuldades, os perigos, a tortura, a prisão ou a morte. DIA DE SANTO ANTÔNIO Celebrado em 13 de junho, aquele que o mundo inteiro ama como Antônio de Pádua nasceu em Lisboa em 1195. Foi franciscano; conheceu pessoalmente São Francisco, fundador da ordem franciscana. Faleceu no dia 13 de junho de 1231. Os santos nos mostram que, apesar de nossos defeitos e fraquezas, existe a possibilidade de praticar uma vida de amor intenso a Deus e de amor-doação ao próximo. Eles são evidência de que o Evangelho está a nosso alcance, como opção possível e gratificante para todos. HALLEL-PARÓQUIA Está chegando o 29 de junho e nele será realizado o Hallel-Paróquia Catedral. O local escolhido é a Unifran. Não haverá taxa de entrada, portanto, todos estão convidados. Será um dia de Hallel com bandas católicas, pregações e diversas atrações. É destinado a toda a família. Participem!!! José Geraldo Segantin Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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