O produtor rural Paulo Messias, 48, morador numa chácara no bairro Morada do Sol, em Franca, cria minhocas há nove meses numa área de 800 metros quadrados da sua propriedade e está muito satisfeito com os resultados. A criação começou pequena, mas avançou nos últimos meses, quando a produção atingiu 120 quilos mensais. Paulo é um dos produtores que fazem parte de um grupo de minhocultores, coordenado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio ao Pequeno e Microempresário), que, agora, quer expandir o grupo e procura interessados em participar.
O objetivo é ampliar a produção regional de minhocas e abrir novos canais de comercialização do produto. Além da minhoca, também é possível vender o húmus, utilizado em adubação orgânica.
Para os interessados, o Sebrae ensina as técnicas da minhocultura. Em Franca, o grupo de produtores já conta com 15 minhocultores. “Com mais adesões, será possível incrementar o trabalho, com mais cursos, palestras. Vamos fortalecer a cadeia e até as negociações para a venda das minhocas e do húmus poderão melhorar”, disse Maycon Freitas, consultor de agronegócio do Sebrae. Em julho do ano passado, o grupo de minhocultores contava com seis pessoas.
Paulo não revela ao certo quanto lucra com o negócio, mas diz que, somente com as minhocas, o valor ultrapassa os R$ 500 mensais. “As minhocas são vendidas para uma empresa do Sul, que as transforma em suplemento de ração animal ou mesmo para pesca. Já o húmus é vendido para floriculturas e jardineiros”, disse.
A criação pode começar em qualquer época do ano. O investimento inicial é de R$ 400, mas tudo dependerá do tamanho e da quantidade de canteiros a serem construídos para as minhocas. “Primeiro, será preciso comprar uma lata de material maternidade com minhocas juvenis, ovos, minhocas adultas e húmus, e depois o esterco. Em seguida, elas deverão ser colocadas nos canteiros para se reproduzirem”, explica o consultor do Sebrae.
O ideal é que os canteiros tenham dez metros de comprimento por um de largura e sejam fechados nas laterais com telhas ou madeiras. Na parte superior, é necessário folhas secas ou um plástico para protegê-las do sol.
Um canteiro rende em média de 18 quilos de minhoca e até 1,6 mil quilos de húmus. Como há duas espécie de minhocas, os preços diferem. No caso da minhoca Califórnia (anelídeos menores), o quilo vale R$ 4. Pelas minhocas Africanas (anelídeos maiores, voltados para a pesca), R$ 15 é o preço do litro. Um saco de 40 quilos de húmus (equivalente a 60 litros) é vendido em média por R$ 8. “É uma fonte de renda, mas, para que dê resultados, é preciso dedicação. Dispenso cinco horas do meu dia para as minhocas, mas vale a pena”, afirmou Messias.
Quem se interessar pela criação pode procurar mais informações com o consultor Maycon Freitas, pelo telefone (16) 9124-3231, ou no Sebrae, na Rua Ângelo Pedro, 2.337, São José. O telefone do Sebrae Franca é (16) 3723-4188.
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