Polícia detém três caminhões paraguaios com 60 t de carvão


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MADE-IN PARAGUAI - Caminhão com 30 toneladas de carvão foi abordado por policiais militares após bater em pontilhão e esparramar carga na pista: ao fundo à direita, a carreta que parou para dar apoio e também foi
MADE-IN PARAGUAI - Caminhão com 30 toneladas de carvão foi abordado por policiais militares após bater em pontilhão e esparramar carga na pista: ao fundo à direita, a carreta que parou para dar apoio e também foi
Em época de escândalo envolvendo carteiras de habilitação, não é uma boa circular com documentos de origem duvidosa. Que o digam três caminhoneiros do Paraguai que resolveram passar por Franca ontem. Eles foram parados pela polícia rodoviária e tiveram suas carretas e carteiras apreendidas. O motorista Hugo Cubas, 33, deixou a cidade de Curuguati, Paraguai, no início da noite de quarta-feira. O destino era Divinópolis (MG), a 1.340 quilômetros de distância. Por volta das 10 horas de ontem, a viagem teve de ser interrompida. Ao passar pela ponte da Rodovia Fábio Talarico, altura do Distrito Industrial, parte das sacas rasgou ao raspar na estrutura de concreto. Já na alça de acesso para a Cândido Portinari, perto da Unifran, uma equipe da Polícia Militar avistou a carreta derrubando a carga nas margens da pista e resolveu abordar o veículo. O que seria uma simples averiguação, se transformou numa ocorrência confusa. Ao notar que o condutor e toda a documentação eram provenientes do Paraguai, o policial acionou a Polícia Rodoviária. Neste intervalo de tempo, outro carvoeiro com 30 mil quilos na carroceria, também vindo do país vizinho, parou pouco à frente em solidariedade ao compatriota. Hugo Cubas apresentou seus documentos pessoais e a habilitação, todos emitidos no Paraguai. Garantiu que era de boa procedência. Aparentemente, estava tudo em ordem. Após consultar o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) e disparar telefonemas para o superior hierárquico, os patrulheiros concluíram que era caso de apreensão. Antes do veredicto, o caminhoneiro que havia parado para dar apoio acelerou seu “bruto” e tentou seguir viagem sem autorização dos policiais. Foi seguido por uma viatura e detido em um posto perto de Patrocínio Paulista. “Como não entendia bem o português, ele achou que havia sido liberado”, contou o soldado Moreti. O motorista fez o retorno e seguiu novamente para o ponto onde estava o primeiro caminhão abordado. Neste momento, um terceiro paraguaio já havia parado com um caminhão sem carroceria para também dar seu apoio. “Que pássa?”, indagou o estrangeiro. Ele também teve sua carteira apreendida. [FOTO2] Os três motoristas foram autuados e tiveram seus caminhões recolhidos. “Eles precisavam ter a habilitação traduzida. É uma exigência do CTB. Como não dispunham, os veículos foram apreendidos e levados para o pátio do Dinfra até regularizarem a situação”, explicou o sargento Verdinelli. Com fome e sem conhecer a cidade, os paraguaios lamentaram a situação. “Sempre viajo, sou parado direto pela polícia no Brasil, mas nunca tive o caminhão apreendido por isto. Não sabia desta exigência. Fazer o quê, né?”, afirmou Hugo Cubas, que disse ter sido contratado por R$ 950 para fazer o transporte. Eles foram orientados a obter a tradução ou contratar um motorista habilitado para retirar os caminhões. Até o fim da tarde, apenas um dos motoristas havia conseguido liberar seu veículo.

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