Desde 1822 o homem consegue reproduzir as imagens. Mas a fotografia vai muito além de mostrar a realidade no papel: ela transmite emoção. As lentes conseguem registrar momentos únicos e imperceptíveis a olho nu, que parecem captar os sentimentos e até os sentidos. Ao observar as fotos dos fotógrafos do jornal Comércio da Franca Divaldo Moreira e Dirceu Garcia a sensação é de que tudo parou para posar ali naquele espaço limitado das lentes, que transmitido para o papel emociona pelos detalhes, cores e expressões.
Divaldo Moreira, 32, vai além das imagens que retratam a natureza. Na exposição “Herança Ambiental”, que fica até o dia 21 no Museu Histórico Municipal, o fotógrafo sugere uma reflexão: “Que mundo queremos deixar para os nossos filhos?”.
Esta é a terceira exposição sobre fotografias de natureza. Ele tem paixão pelo tema e se emociona a cada vez que toca no assunto. “O homem vive um dilema: como se desenvolver economicamente sem destruir a natureza. E o papel do fotógrafo é o ponto de partida para uma reflexão e discussão mais ampla”, disse Divaldo, que acredita que a fotografia é um exercício de contemplação, que traduz emoção - alegria, tristeza, entusiasmo.
RETRATOS DO COTIDIANO
O fotógrafo Dirceu Garcia, 27, coleciona fotos dos últimos dois anos, feitas entre uma reportagem e outra, nas folgas ou até mesmo durante as matérias. Das 18 que estão na exposição “Instantâneos do Cotidiano”, até o dia 30 na Pinacoteca, a maioria tem uma história para contar: uma cachorrinha da raça pitbul, que foi abandonada na rua e sacrificada um dia depois da foto, os raios de sol que iluminavam o seu caminho de casa depois de um dia de trabalho, tudo vale uma foto.
“Um sábado à noite eu estava de plantão e fui acionado para fazer a cobertura de um acidente. Na volta pela Rodovia Cândido Portinari, a minha namorada viu a lua e paramos o carro para eu fazer a fotografia, uma das minhas favoritas que compõem a exposição”, disse Dirceu.
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