Existe uma questão muito importante a ser considerada pelas autoridades sobre este acidente: as usinas canavieiras estão locando áreas rurais de proprietários particulares, pequenos agricultores e fazendeiros, o que tem aumentado consideravelmente o trânsito de seus caminhões nas rodovias. Além de não considerarem os efeitos nocivos à saúde das várias cidades da região causados pela queima da cana, não há preocupação efetiva no sentido de se aplicar multas e penas severas às usinas que não fazem o controle de segurança de entrada e saída dos seus caminhões nas plantações. Há uma necessidade emergencial de se proteger a vida dos motoristas em rodovias estaduais e federais e para isso deve-se criar: um parâmetro de segurança para a formação de estradas de acesso às plantações, com a devida distância de curvas das rodovias; sinalização proporcionada pela usina às margens dessas rodovias, do perigo em potencial existente; coação aos motoristas de caminhões de cana através de multas e cassação de suas carteiras de habilitação, ditas “profissionais”. Este acidente não é o primeiro e não será o último. Todos nós, usuários de rodovias e estradas somos vítimas em potencial das usinas de cana e de seus caminhões. Talvez um acidente grave envolvendo uma autoridade e sua família seja necessário para mobilizar a população e o Estado perante o assunto.
Davely Silva
Franca - SP
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