Escolhe, pois, a vida!


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Pesadelo que se sonha só é só um pesadelo, pesadelo compartilhado já é realidade. A humanidade tem se especializado em compartilhar e decodificar pesadelos que se transformam em realidade. Pesadelo que se preze tem que se revestir de horror senão não vale! O termo eutanásia, derivado do grego, foi explicado por Francis Bacon em sua obra História Vitae e Mortis como tratamento (sic) para doenças incuráveis. Significa “boa morte” ou “morte apropriada”. Essa pode ser passiva, a exemplo da fome no mundo, ou ativa, como a provocada em benefício de pessoas ou de ideologias. O nome certo seria assassinato! Um exemplo de eutanásia passiva é a dos governos, a exemplo do Brasil, encantados pela globalização do egoísmo. Torna inférteis suas terras em prol do desenvolvimento a qualquer preço, transformando-as em campos de cana-de-açúcar. Exporta seu melhor e deixa ao povo, ao mesmo custo, as sobras inviáveis em pouco tempo, ao bolso do consumidor. Vai inviabilizar a vida de quem tem o bolso vazio, naturalmente. Medicamentos de alto custo, privilégio de pouquíssimos, inviabilizam vidas, não só de crianças doentes como de jovens adultos e idosos. É a ameaça da morte do começo ao fim da vida, uma convivência que se equipara ao pior dos pesadelos, chamada eutanásia neonatal e infantil. Em alguns países, a exemplo de Holanda e Inglaterra, com destaque para esse último país, onde é permitido “deixar morrer recém-nascidos de até 24 semanas de gestação, ainda que haja esperança de sobrevivência”. (texto base, Escolha Pois a Vida - CNBB). A eutanásia congênita é autorizada aos médicos que a solicitarem para recém-nascidos com deficiências congênitas e problemas graves de saúde. Temos aí travestido de novo século o nazismo, num Estado-Mundo que inviabiliza a vida dos incapazes ao final, para “melhorar a raça”. Filme de horror já visto, com o nome contemporâneo de “eugênia”, se contrapondo a morte infeliz, pois significa “boa morte”. O progresso da ciência tem concedido a oportunidade da escolha da vida no sentido de selecionar quem deve ou não deve viver desde a fecundação, antes mesmo da transferência do embrião para o útero. Um exame genético em uma ou duas células podem fornecer o diagnóstico de eventuais doenças (como a Síndrome de Down, que não é doença, diga-se de passagem). Logo o descarte ou eliminação acontece em razão de serem considerados inferiores e defeituosos. Os pais costumam justificar como “não quero que meu filho venha a sofrer” ou “o que será de meu filho quando eu morrer”, justa preocupação que não deve inviabilizar o direito de viver. As técnicas servem também para atender as “encomendas”, ou seja, vidas são escolhidas de acordo com a preferência dos pais, quanto ao sexo ou qualquer problema, ou até mesmo que tenham algum gene que no futuro possa vir se transformar em algum problema. São mecanismos de garantia de direito ao filho, preferencialmente “perfeito”, de acordo com o plano pessoal dos pais. Não é levado em conta, principalmente, o respeito àquele filho que deve ser acolhido como dom, do jeito que ele for. Logo, a “encomenda” tem que satisfazer a vontade do cliente como se fosse mercadoria, PQTAH, ou seja, Programa de Qualidade Total Aplicado à Humanidade. PEQUENA FLOR Ah! Se tu conhecesses o dom de Deus - diz Jesus à Samaritana (JO,4). Ah! Se tu conhecesses as experiências dos que aceitaram os defeituosos, os inferiores, assim classificados por uma sociedade utilitarista, como um dom de Deus. Ah! Se tu conhecesses a mãe da Larissa, que mesmo antes dela nascer já pressentia que sua vida seria diferente, já renunciando aos seus interesses para ficar disponível às suas necessidades especiais. Síndrome de Down veio com Larissa como um farol, na escuridão a iluminar a vida, não só de seus pais, mas sim de todos que a conhecem. Uma pequena flor que faz o encanto de todos quantos a conhecem, ainda uma pequena flor, imaginem o que causará quando for um bouquet, destino certo daqueles que são de fato especiais. CAMINHANDO PELA VIDA! Domingo, dia 8 de Junho, às 8h30, grande concentração a favor da vida! A Comissão Diocesana da Campanha da Fraternidade convida a todos que têm defendido a vida para participar dessa manifestação. Será um encontro de paróquias, igrejas evangélicas, das comunidades espíritas, centros comunitários, entidades filantrópicas, enfim, todos são chamados a darem-se as mãos e entoarem juntos o Canto da Vitória da Vida sobre a Morte. A concentração se dará na Avenida Presidente Vargas, em frente ao prédio da Prefeitura Municipal, caminhando até a Praça Nossa Senhora da Conceição, onde se realizará um culto ecumênico. Manifestações e shows estão sendo preparados sob a batuta do maestro, coordenador Diocesano da Campanha, José Roberto Silva, incansável soldado, sob as bençãos do nosso amado Bispo Diocesano Dom Frei Caetano Ferrari. DIGA NÃO À MESQUINHEZ! “A fé não pode ser reduzida a normas, proibições, à repetição mecânica de princípios doutrinais ou ao moralismo (...). Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande idéia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma pessoa, que dá novo horizonte à vida (..). (Documento de Aparecida). Maria Ignez Archetti Consultora para o 3º setor, foi vereadora - mariaignez@comerciodafranca.com.br

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