Os vigilantes patrimoniais de Franca, que na quarta-feira protestaram por melhores salários, voltaram ao trabalho ontem. Depois de se reunirem no período da manhã, na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro, os vigilantes desistiram de um novo manifesto conforme orientação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho).
Hélio Lopes de Carvalho, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Serviço de Segurança e Vigilância, disse que a questão, no entanto, ainda não está definitivamente resolvida. "Algumas reivindicações ainda estão sem resposta, por isso podemos voltar a paralisar as atividades a qualquer momento", disse.
A categoria reivindica reajuste salarial de 9,9%, adicional de risco de vida de ao menos 15%; participação nos lucros e resultados da empresa; e aumento no tíquete-alimentação dos atuais R$ 4,20 para R$ 10. A proposta do sindicato dos patrões foi de um reajuste de 5,9% nos salários.
SABESP
Ao mesmo tempo que os vigilantes voltaram ao trabalho, os funcionários da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) de Franca continuaram o movimento grevista ontem. Hoje, a paralisação entra no quarto dia.
Robson André da Cruz, responsável pelo movimento na cidade, disse que ainda não houve acordo com a empresa. O impasse estaria inclusive, contribuindo para o aumento de adesões a greve. "Em Franca, a adesão é de 80% dos 300 funcionários". Os trabalhadores exigem reajuste salarial de quase 20%.
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