Pelo menos 33 ex-funcionários do Castelinho (Associação dos Empregados do Comércio), demitidos em 2007, entraram na Justiça para cobrar dívidas trabalhistas e devem agravar ainda mais a situação financeira do clube.
Juntos, os reclamantes - cozinheiros, auxiliares e garçons do extinto restaurante e do bufê da entidade assessorados por um escritório de advocacia local, requerem uma quantia que se aproxima de R$ 700 mil. Destes, apenas um já está em processo de execução (pagamento). Uma assembléia marcada para o dia 29 de junho deve definir a venda de imóveis da associação para o pagamento destas e de outras dívidas que, segundo a AEC, chegam a R$ 5 milhões.
O número de ex-funcionários que buscam seus direitos na Justiça é referente a apenas um escritório de advocacia. Um dos sócios deste escritório, que pediu para não ser identificado, contou que o número de ações contra o clube pode ser ainda maior, já que outros advogados podem ter ajuizado reclamações. "Os processos se referem, principalmente, à cobrança de horas extras, enquadramentos sindicais inadequados, além de contribuições previdenciárias e depósitos de FGTS devidos". A média pedida individualmente pelos reclamantes gira em torno de R$ 20 mil.
DÍVIDA ANUNCIADA
Ao todo, 40 funcionários foram demitidos do restaurante e bufê desativado pelo Castelinho. Matéria publicada em março do ano passado, nesta folha, trazia a dívida com o FGTS assumida pela direção do Castelinho: R$ 112 mil. Segundo os diretores, o valor das rescisões dos demissionários havia sido pago corretamente.
Ontem três membros da diretoria foram procurados para dar informações sobre o número de processos trabalhistas que tramitam na Justiça. Os telefones celulares de todos estavam desligados durante toda a tarde. Em um número fixo do diretor-financeiro Clóvis Alberto de Castro, uma pessoa que não se identificou informou que ele havia saído para uma reunião. Às 18 horas, ele ainda não havia voltado.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.