Quando deixou o Franca Basquete para treinar o Vasco da Gama em 2000, o técnico Hélio Rubens Garcia viu de longe a equipe local entrar em decadência e quase cair no ostracismo. A falta de títulos e boas campanhas culminou em sérias dificuldades junto a patrocinadores e até para contratar jogadores de ponta.
Mesmo assim, no mesmo ano, o time francano, nas mãos de Daniel Wattfy, conquistou o Campeonato Paulista. O título teve grande participação de Hélio Rubens, que havia montado o elenco vitorioso. A partir daí começou uma era negra, que durou seis anos. Enquanto isso, Hélio Rubens faturou seguidos torneios no comando do Vasco e, posteriormente, à frente do Uberlândia.
Em 2005, o técnico voltou à cidade. Em seu primeiro torneio, um revés ao ser eliminado por Ribeirão Preto na semifinal do Campeonato Paulista. Na seqüência, chegou à final do torneio nacional, competição que conquistou inúmeras vezes. A chance de dar um novo título à cidade acabou em um imbróglio judicial. A disputa foi paralisada e ficou sem um vencedor.
O ano de 2006 marcou o reencontro com as vitórias. Sob a batuta de Hélio Rubens, a equipe venceu Assis por 3 a 2 e conquistou o 10º título Estadual de sua história. Logo depois, Franca seria vice-campeão da Liga Sul-Americana e do Campeonato Nacional. Perdeu para Libertad e Brasília, respectivamente.
No Campeonato Paulista de 2007, sobre São Bernardo, a equipe conquistou o bicampeonato. Na mesma temporada, o time venceu a Copa Ouro e ontem ainda faturou o título da Supercopa, o 40º da história do Franca Basquete, clube cuja denominação se deu em 1992.
O momento é mágico. Isto pôde ser sentido ontem na quadra do Póli. A festa dos torcedores incluiu carregar o treinador nos braços.
Elogios a ele surgiram de diferentes gerações. O médico Francisco Sérgio Garcia, que é irmão do treinador, afirmou que teve muitas alegrias por jogar ao lado de Hélio Rubens. "Tive a honra de disputar Jogos Olímpicos com ele, em Munique, no ano de 1972.
Também fomos campeões juntos. O que mais impressiona no Hélio é a regularidade. Seja como jogador ou agora como técnico, ele sempre tem uma média espetacular. Ele é merecedor de todas estas conquistas", finalizou o cardiologista.
Já o pivô William Drudi creditou a Hélio Rubens Garcia o melhor momento de sua carreira. "O Hélio é um cara espetacular. Eu me sinto honrado em ser treinado por ele. Quando cheguei a Franca, muitos desconfiaram do meu potencial, mas ele me deu confiança e os resultados apareceram. Fui convocado para a seleção brasileira e estive nas seleções de dois campeonatos. Eu também trabalhei muito para chegar aqui, mas o Hélio certamente tem muitos méritos no momento especial por que passo", disse o jogador. Sem querer falar de si mesmo, ele elogiou seus jogadores. Não sem antes ouvir superlativos a seu respeito. No ar, apenas uma certeza: a partir de hoje, o colecionador de títulos já estará pensando em como chegar ao tricampeonato Paulista. Afinal, vencer é com ele mesmo.
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