Diversidade sexual no cinema


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O projeto itinerante Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo pretende reunir, pela primeira vez em Franca, a sociedade em geral e os GLBTT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais), para discutirem e dar visibilidade à diversidade sexual. Para isso, serão exibidos até domingo no Senac, 21 curta-metragens, documentários e um filme, que abordam os relacionamentos e as desilusões, o preconceito e a violência, a rotina dos profissionais do sexo, entre outros temas. As sessões são gratuitas, recomendadas para maiores de 16 anos e começam hoje a partir das 20h30, no Senac (Alfredo Lopes Pinto, 1345 - Vila Teixeira). A realização do Festival no município é uma iniciativa da Prefeitura, através do Programa Municipal DST/AIDS, que é vinculado à Secretaria Municipal de Saúde. “Queremos que toda a população participe. A diversidade sexual deve ser reconhecida e respeitada em todas a instâncias da sociedade”, disse João Doná, psicólogo e coordenador de Programas de Prevenção com as Populações mais Vulneráveis. Sete curtas-metragens de 10 até 24 minutos de duração serão exibidos nas sessões de hoje, a partir das 20h30: Passada, Casa da Mami, Gay Zombie, Possessão, Flores no Parque, Garoto do Interior e Elke. Amanhã, também a partir das 20h30, nove filmes de 6 a 35 minutos serão exibidos, sendo oito nacionais: Questões de Pele, Gente Sente, Nossa Paixão, Goodbye, Norma, Vida ao Lado, A, Faça sua Escolha, Documentário Lado A, Lado B e Fabricação Própria: a Desordem do Desejo. O documentário En El Fuego encerra a noite mostrando os transgêneros de Lima, no Peru. No domingo, último dia do evento, as sessões começam a partir das 19 horas com quatro curtas nacionais de 5 a 21 minutos: Tá/Ok, Bárbara, 69 Praça da Luz e Beijo de Sal. Para encerrar, às 20 horas, o Festival exibe o longa Na Alegria e na Tristeza, de Sebastian Cordoba (2007). O filme registra a dor de inúmeros casais homossexuais e binacionais dos Estados Unidos. Desde 2000, tramita no Congresso americano o Uniting American Families Act, uma lei de origem republicana que troca o termo “esposa” por “parceiro fixo”, estendendo os mesmos direitos. No longa, o cineasta flagra os impasses entre os casais, que estão dispostos a qualquer coisa para permanecerem juntos, mas muitas vezes percebem que o amor não vence todas as barreiras. Durante todas as sessões as equipes do Programa Municipal DST/AIDS vão distribuir materiais educativos e preservativos. O PROGRAMA MUNICIPAL O Centro de Prevenção em DST/AIDS/Hepatites disponibiliza cinco programas de prevenção para usuários de drogas, profissionais do sexo, escolas, realização de exames e apoio a homossexuais e travestis. A equipe, formada por sete profissionais, atende em média 60 pessoas por mês, que recebem algum tipo de intervenção. Durante o ano várias ações são promovidas. A proposta do coordenador João Doná é trabalhar aliado à arte, um meio que leva a uma discussão e reflexão, passa emoção e sensibiliza as pessoas. “Estamos capacitando e treinando grupos de teatro da cidade para desenvolverem espetáculos teatrais direcionados à população em geral, além de buscarmos recursos de grupos do País que já fazem este trabalho”, disse Doná. O próximo passo será a realização do 2º Encontro da Diversidade Sexual de Franca e Região, que deve acontecer no segundo semestre. O Programa Municipal DST/AIDS atende de segunda a sexta-feira, das 7 às 16 horas, na Rua General Osório, 1417 - Centro. Informações pelo telefone (16) 3724-3920.

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