Dia do Meio Ambiente


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Hoje é o Dia do Meio Ambiente. Nos últimos anos, data para que entidades ambientalistas protestem contra a letargia dos governos em encontrar soluções que amenizem os impactos do aquecimento global sobre o planeta. As alterações climáticas provocadas pela poluição desenfreada também despertam, cada vez mais, um sentimento de conscientização na sociedade. No ano passado, nações industrializadas produziram relatórios sobre as transformações sociais e econômicas que atingirão nosso planeta nas próximas décadas provocadas pelo aquecimento do planeta: elevação do nível dos oceanos, tempestades com alto poder de destruição, derretimento da calota polar, enchentes e secas prolongadas. Em todos os documentos, os cientistas faziam questão de deixar claro que a maioria destas catástrofes poderia ser revertida. Segundo eles, o trabalho teria que começar imediatamente e não poderia haver economia de recursos financeiros. O problema é que o tempo é curto e questões mais delicadas acabam sendo postergadas por causa de interesses econômicos das grandes corporações. O petróleo está no centro do debate. Como se a disputa pelo ouro negro já não fosse suficiente por guerras como a do Iraque, sua combustão é um dos maiores males para a atmosfera. Ocorre que alternativas como o etanol brasileiro, cantado em verso e prosa como alternativa, encontra barreiras em países desenvolvidos porque vai alterar a cadeia de produção. Também não se pode ignorar o problema da escassez de água potável que afeta mais de 2 bilhões de pessoas no mundo. Na África a situação é dramática. Tem gente que anda quilômetros para encher uma lata de água que sequer pode ser utilizada para consumo. Enquanto isso, no Brasil se desperdiça. O lixo é outro ponto nevrálgico. Na Europa, os clientes de supermercado começam a ser taxados pelo uso de sacolas plásticas. A China, que produz 3 bilhões de sacolas/dia, quer proibir completamente o uso nos próximos anos. Materiais oxibiodegradáveis, que se decompõem rapidamente no meio ambiente, vêm sendo adotados mesmo que a contragosto da indústria petroquímica. No Brasil, alguns governantes começam a despertar para a questão. Em São Paulo, quase nada, ainda. Em apenas um ano foram vetados dois projetos importantes, um obrigando o comércio a adotar as sacolas plásticas retornáveis; outro, obrigando o Estado a equipar prédios públicos com equipamentos para o reuso da água em um período de 10 anos. Posicionamentos insensatos! Que neste dia de comemoração(?) as pessoas adquiram finalmente a noção de colaboração nesta dura batalha, fazendo coisas simples: economizando água, separando o lixo reciclável e não levando sacolas de supermercados para suas casas. E, se quiserem ir mais longe, que dêem um jeito também de cobrarem as autoridades. Sebastião Almeida Deputado estadual (PT), coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Água

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