Apeoesp ameaça greve a partir do dia 13


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A Apeoesp (Associação de Professores do Ensino Oficial Estado de São Paulo) resiste às novas regras impostas pelo decreto do governo estadual. Na última terça-feira, dia 3, 96 representantes de escolas de Franca e região se reuniram na sede da entidade, no Bairro São José, para discutir as mudanças. O grupo decidiu entrar em greve a partir da semana que vem se o decreto não for revogado pelo governador José Serra (PSDB). No dia 13 de junho, três ônibus com professores da região devem seguir para a assembléia geral da Apeoesp, que acontecerá na Praça da República, em São Paulo, e que definirá se haverá paralisação. São esperados 20 mil professores. Luiz Gonzaga, diretor da sub-sede de Franca, classificou as medidas como "surreais". Para ele, as mudanças engessarão os remanejamentos e acarretarão prejuízos aos professores. "As transferências ficaram limitadas. O professor tem direito de mudar de escola, mas terá de esperar passar três anos de estágio probatório. É um absurdo", disse. "A Constituição Federal garante a todo trabalhador de serviço público o concurso universal", completou. Outra mudança que causou burburinho é o fato de os não concursados terem de prestar uma prova anual para participar da atribuição de aulas. "Antes, os temporários concorriam à atribuição conforme pontuação e tempo de atuação na rede. Se por algum motivo não passarem nessa prova, não poderão ter aulas. Depois de 20, 30 anos de serviço, sairão com uma mão na frente e a outra nas costas. Será tudo perdido", disse o professor Carlos Rogério. Para a professora Maria Auxiliadora Albergaria, assessora da Secretaria Estadual de Educação, a reação da Apeoesp é desnecessária. "Acho que é equivocada. Quem analisa o decreto do ponto de vista do ensino acha bom. É um equívoco contra o ensino".

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