Uma das 14 UBSs (Unidades Básica de Saúde) ficou tumultuada nesta terça-feira. Um médico de 49 anos foi acusado de ter beijado à força uma paciente de 17 anos após uma consulta. Ao tomar conhecimento do ocorrido, o pai da jovem, empreiteiro e dono de uma farmácia no Parque Vicente Leporace, foi até a unidade e resolveu fazer justiça com as próprias mãos, desferindo um soco no rosto do médico, que ficou com um hematoma no olho esquerdo.
A jovem, que já conhecia o médico da época em que ele mantinha um consultório em cima da farmácia em que ela trabalhava, tinha agendada uma consulta para as 12h30. Ela chegou e foi levada para o consultório na UBS. O médico a examinou como de costume, mas, ao se despedir ao final da consulta, a garota alega ter sido agarrada e beijada na boca. “Na hora em que fui sair do consultório, ele me segurou à força e me beijou. Tentei sair fora e, quando consegui, ele disse: ‘Você gostou?’. Quando me soltou, saí correndo lá de dentro”.
Em seguida, ainda nervosa, a jovem ligou para a irmã mais velha. “Ela foi chorar e falar comigo do lado de fora do hospital para evitar escândalo. Na hora que conversamos, ela estava desesperada e chorava muito. Nunca imaginei uma coisa dessas”, disse a irmã.
A adolescente também ligou para o seu namorado, que a havia deixado momentos antes. “Eu já estava indo buscá-la, quando ela me ligou chorando e pediu para eu andar logo”, disse RM, 21 anos.
Ao chegar à UBS, o namorado ficou sabendo do ocorrido, foi conversar com o médico e ligou para o pai da jovem. “Ele tentou acalmar a situação, dizendo que não teria sido nada, que só teria dado um beijo no rosto da minha namorada”.
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O pai da vítima, que chegou logo depois, assumiu ter batido no médico e por pouco não usou um cano de borracha que tinha levado consigo. “O namorado dela me ligou e falou pra mim. Eu estava no serviço. Perdi a cabeça e agredi o médico”.
O médico, casado, nega ter cometido qualquer assédio contra a jovem. Ele contou que, após a consulta com a moça, deu apenas um beijo no rosto da jovem, cumprimento que julga comum entre pessoas amigas. “Não fiz nada de errado, só quis ser educado”. O profissional disse conhecer a adolescente desde a época em que ela trabalhava na farmácia que fica sob o seu consultório. “Havia mais pessoas no corredor que viram que não fiz nada. Não entendo essa reação”.
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