Festas juninas dobram produção de doces


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Conhecidas pela fartura de quitutes, como pé-de-moleque, paçoca, cocada e amendoim torrado, as festas juninas em Franca, além de preservar a cultura brasileira e garantir diversão, também são sinônimo de lucro para as fábricas de doces típicos da cidade. Em quatro empresas do município, a produção das iguarias chega a dobrar nessa época em relação aos outros meses do ano. Em algumas, a alta demanda até proporciona uma ampliação no quadro de funcionários. Com mais de 60 anos de mercado, a Doces Binuto vê sua produção sair dos 250 quilos diários e atingir os 500 quilos no período de um mês. O carro-chefe da empresa é o pé-de-moleque, mas o mix de produtos ainda compreende doces de leite, amendoim e doces pastosos de diferentes sabores. “O clima frio e as festas são nossos aliados, pois o consumo de doces fica maior. O boom de vendas é entre a segunda quinzena de junho e a primeira quinzena de julho”, disse Alexandre Carrijo Tasso, sócio-proprietário. Para atender a todos os pedidos, a fábrica amplia seu quadro de funcionários de oito para dez pessoas. O avanço das vendas também é comemorado na Doces Flormel. A fábrica, que mantém 35 funcionários no Distrito Industrial, tem uma cartela de 15 doces brasileiros, facilmente encontrados nas festas de Santo Antônio e São João. “A época é muito propícia para o consumo de doces, inclusive, aproveitamos o frio e os festejos juninos para fazer um trabalho de marketing em cima dos nossos produtos, como ações de degustação”, explicou Adriana Seixas, gerente administrativa. Ela calcula que, no intervalo de quatro meses (maio, junho, julho e agosto), haja um aumento de 30% na produção dos doces em pedaços. “Atendemos todo o mercado nacional por meio de distribuidoras, por isso temos a produção acelerada a partir de maio”, disse Adriana. A Flormel afirma produzir uma média de um milhão de unidades por mês. Quem trabalha com a produção de doces em casa também sente os reflexos positivos. Valdete de Souza Isaac está há 35 anos no ramo e, durante os meses de junho e julho, trabalha até 12 horas seguidas. Entre os doces mais pedidos, estão o de leite, os de amendoim e as cocadas. “Faço em torno de 60 quilos de doces por dia, entre cristalizados e a granel, mas quando chegam as festas essa produção passa para 100 quilos diários”. Para Jean Cléber Sampaio, que trabalha na Doces Gadiel, as vendas ainda estão lentas, mas devem aumentar nos próximos dias. “É tradição comprar doces para as festas juninas, principalmente pé-de-moleque, doce de leite e paçoca, por isso a minha expectativa é que a produção cresça de 30 a 40% ao longo do mês”. Segundo Sampaio, a produção de 48 pacotes de 1,3 quilo por dia deve ultrapassar a marca de 70 pacotes. “Trabalhamos em família e temos uma tradição de 20 anos na fabricação. Frio e festa junina pedem doces, nós agradecemos”.

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