O que o governo quer fazer é esconder os problemas que a educação normal e especial têm. Juntando tudo teremos, além de professores mal pagos, também despreparados, cumprirem o que deles se espera e crianças mal formadas. Imagine! A escola onde meu filho estuda não tem nem área coberta para educação física. Fazem atividade física na própria sala de aula. São depósitos em que o governo joga as crianças só para poder dizer que elas não estão na rua, mas a droga a violência entram por sobre os muros. O que dizer das pobres crianças especiais, que irão sofrer discriminação quando – algumas – urinarem nas calças ou tiverem surtos de agressividade? Como o governo espera que se dê a inclusão delas? Só a Apae tem especialistas para agir com sabedoria em situações do tipo. Os criadores da lei não freqüentam ambientes de pessoas ou crianças portadoras de necessidades especiais. Se tentassem, não conseguiriam passar um único dia na entidade que cuida delas, pois não “suportariam” ver a baba que às vezes escorre da boca delas, do jeito descoordenado com que se portam ou o desespero em que entram quando tentam se comunicar. Não teriam paciência para ver como são sinceras no olhar e no amar incondicional que dedicam a quem os trata. Quando não gostam, não fingem como nós, considerados “normais”, fazemos. Deixem o ensino para cada um em sua área. Realizem a inclusão pretendida na forma de atividades sociais, campanhas, visitas a escolas. Fechar a Apae, entidade que há tantos anos mostra resultados adequados, ao contrário dos péssimos resultados das escolas normais é, no mínimo, temerário.
Dino
Adestrador - Franca - SP
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Sinceramente, isso não dará certo porque este tipo de aluno requer atenção especial. Numa sala de aula convencional, com 48 estudantes, isso é impossível. Na escola onde trabalho tivemos no ano passado dois alunos especiais. Um não aguentava e fazia xixi na roupa. Os alunos normais esperavam a hora do recreio e tiravam sarro na cara dele (sic). Certamente não se pode esperar maturidade em alunos de 5ª série. Pior é que nem os professores conseguiram mudar isso. O outro era superagitado, brigava muito e xingava os outros e, quase sempre, apanhava. Sua mãe ia à escola quase todos os dias, para reclamar. Não há como dar certo. Esta minha opinião está embasada em experiências vividas dentro da escola. O MEC e os políticos ditam ordens sem saber o problema que vão causa aos ambientes escolares e aos alunos.
Kelly
Franca - SP
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Acho um absurdo. Tenho uma filha de 9 anos, especial. Fiz várias tentativas para que ela freqüentasse uma escola comum, mas tudo foi frustrante. Ela freqüenta hoje uma escola especial em Pedregulho, aí sim, com bons resultados. Na prática, a tal inclusão será um fracasso. Esse tipo de coisa dá certo na novela das oito, mas aqui fora, na realidade do dia-a-dia, mostra-se impossível. Meu conhecimento de causa vai ainda mais longe, pois também sou funcionária de uma escola. O que vai ocorrer, se acontecer o que o MEC pretende, é que as crianças especiais vão ficar de lado na sala de aula comum. A velocidade de aprendizado dos normais é maior. Não quero que a lei seja aprovada.
Ana Maria Matos de Andrade
Pedregulho - SP
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