Realidade brasileira ainda choca cubanas


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A mãe de Aniete, Guadalupe, mantém-se um pouco distante da conversa, mas intervém em momentos que merecem ser destacados. Assim foi quando disse que a ascensão da filha se deve à sua excepcional qualidade intelectual, que, segundo ela, estava sendo omitida da reportagem. Vivendo realidade diferente da filha, Guadalupe Espiñeira preferiu não se submeter ao desgaste de cumprir tantas exigências para exercer a medicina. Aqui, como disse, sua profissão agora é ser avó. Para Aniete, as experiências no Brasil são diárias, o que pode ser facilitado pela proximidade de tipos entre brasileiros e cubanos. “São povos muito parecidos. Talvez a mistura étnica aqui e lá possam explicar isso”, disse. De diferente está a falta de segurança e a desinformação do brasileiro médio. “Sinto medo quando vejo as coisas que acontecem no Brasil em termos de segurança. Lá a segurança na madrugada, para os jovens, é muito diferente”. Outra situação com a qual ela ainda não consegue lidar é o consumismo. “Estabelecem patamares cada vez mais altos de satisfação, que nunca vão conseguir atingir”, disse. “Quando vejo isso, sinto saudade do tempo em que ia de bicicleta para a faculdade e que as coisas eram mais simples”.

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