Em 15 dias, o Complexo Recanto do Aconchego abrirá as portas para acolher 54 crianças e adolescentes vítimas de maus-tratos e abandono. A unidade, que começou a ser construída há dois anos e já mudou de nome (a princípio se chamaria Aldeia SOS), foi inaugurada na manhã de ontem durante solenidade que contou com a presença do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), de seu vice Ary Balieiro (PTB), de secretários municipais e de autoridades ligadas à assistência da Criança e Adolescente.
Na inauguração, alunos de 16 escolas municipais ficaram responsáveis em dar o retoque final no prédio. Os estudantes passaram toda a manhã no local, em meio às tintas e pincéis, para dar um colorido especial no muro que cerca a unidade. Do lado interno, a infra-estrutura está pronta. Oito casas idênticas, com três quartos, banheiro e sala e cozinha conjugadas, estão mobiliadas com armário, cama, mesa, pufes e televisor.
Cada casa vai receber quatro crianças e adolescentes entre 8 e 17 anos. Um mãe-social ficará responsável pela residência em período integral. Ao todo, serão oito mães-sociais. Separada por um muro, uma outra casa, com banheiros e quartos grandes, será destinada às crianças de zero a 7 anos, hoje atendidas na Casa do Aconchego, na Vila Gosuen. O Recanto conta, ainda, para uso coletivo de todos os abrigados, com área de lazer incluindo quadra de esportes coberta.
A obra consumiu investimentos de R$ 2,1 milhões, destinados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e pelo município. A administração da unidade ficará a cargo do Instituto Bom Samaritano, que receberá R$ 100 mil mensais para despesas.
Reinaldo Célio Rodrigues, presidente do Samaritano, disse que espera apenas a seleção dos profissionais para dar início às atividades do complexo. “É um trabalho criterioso, de análise, porque vamos ter ‘mães’ diretamente com crianças. Mas o processo está na fase final e o atendimento começa ainda nesta primeira quinzena”.
O promotor da Infância, Augusto Soares de Arruda Neto, aprovou o modelo de acolhimento aos adolescentes. “É um passo no futuro. Nós não tínhamos locais para encaminhar os adolescentes. Sem programas, ficávamos de mãos atadas”. Para o prefeito Sidnei Rocha, o Recanto é uma conquista da cidade. “A Casa do Aconchego tinha muitos problemas (de lotação), era muito mal arrumada. Então conseguimos resolver de uma maneira diferente, com uma unidade de primeiro mundo, sem dúvida”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.