Sem interesse de empresa local, obras do NAI atrasam


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Terreno ao lado da Fundação Casa, onde o NAI de Franca será construído: obras paradas à espera de uma empresa local com capacidade técnica para realizar os serviços de substituição do solo
Terreno ao lado da Fundação Casa, onde o NAI de Franca será construído: obras paradas à espera de uma empresa local com capacidade técnica para realizar os serviços de substituição do solo
A construção do NAI (Núcleo de Atendimento Integrado) entra em junho seu segundo mês de atraso. As obras, que tiveram ordem de início no dia 7 de abril, ainda não passaram de uma raspagem de solo do local, ao lado da Fundação Casa (antiga Febem). O motivo é a necessidade da substituição do solo do terreno, um antigo aterro sanitário. O serviço, que terá a remoção de aproximadamente 1,5 metro da camada de lixo e posterior reposição com terra, depende da contratação de uma empresa. A falta de interesse de uma organização local tem atrasado o processo, previsto para terminar em aproximadamente 180 dias. O NAI será erguido em área cedida pela Prefeitura, ao lado da Fundação Casa, com os custos de construção pagos pelo governo do Estado. O espaço vai atender 24 adolescentes infratores. A obra está estimada em R$ 1,3 milhão e será tocada pela RN Construtora e Empreendimentos Ltda, vencedora da concorrência pública e que tem sede em Jandira. A empresa já havia iniciado os serviços de raspagem da superfície do solo, para seu nivelamento. Mas a descoberta da camada de lixo paralisou a obra. Segundo a secretária de Planejamento Urbano, Valéria Marson, a base seria imprópria para a construção do prédio, por isso há a necessidade de uma camada de terra para receber suas fundações. O trabalho de substituição de solo geraria um custo não previsto à obra, pois, além da contratação de uma empresa, haveria também a necessidade de se pagar para a destinação do lixo removido para o aterro sanitário municipal. De acordo com o diretor da Divisão de Obras da Fundação Casa, Ariovaldo Lopes de Souza, um acordo com a Prefeitura para que o valor para reposição fosse menor resolveu parte do problema. “A empresa que efetuar o transporte vai pagar apenas 30% do valor do metro cúbico (R$ 30 no preço total de R$ 90), disse Ariovaldo. Além disso, a Fundação Casa daria prioridade a uma empresa local para efetuar os trabalhos. Mas segundo Ariovaldo, até agora, não houve manifestação. “Se não houver interessado, daremos os serviços à própria RN Construtora”, disse Ariovaldo. As obras serão retomadas em seguida, mas agora sem previsão para início. COMO SERÁ O NAI O NAI de Franca terá dois modelos de internação. No primeiro, o menor irá permanecer no local até cinco dias. É o atendimento inicial. Na outra modalidade, a provisória, o adolescente pode ficar internado por até 45 dias. O programa pretende oferecer uma integração educacional, cultural e de promoção de assistência social.

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