Francanos pagam R$ 679 por minuto em impostos


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ICMS, IPTU, IPVA, IPI, IOF, IR, ISS. A lista de siglas de impostos pagos pelo brasileiro não tem fim. Mas, afinal, você sabe quanto já saiu do seu bolso desde o início do ano até agora para encher os cofres do município, do Estado e da União? Se a resposta for negativa, se prepare, você vai levar um susto. De acordo com o site impostômetro (www.impostometro.org.br), cada francano terá pago até este domingo, primeiro de junho, uma média de R$ 517,29 em impostos. Ao todo, a cidade já pagou R$ 148,671 milhões em tributos (R$ 679 por minuto). Este valor, no entanto, não fica totalmente na cidade. Ele é dividido entre as três esferas de poder. Para o professor da PUC-SP (Pontifica Universidade Católica) e doutor em economia, José Nicolau Pompeo, os principais prejudicados com esta cobrança de impostos são os membros da classe média. “No fundo, estão sacrificando cada vez mais a classe média. Ele (o governo) perdoa a dívida dos ruralistas, mas amplia a abrangência da malha fina sobre a classe média”. Para se ter uma idéia do montante arrecadado, o valor de impostos pago pelo francano daria para resolver grande parte dos problemas da cidade. Os recursos seriam suficientes, por exemplo, para construir mais de 10.600 casas populares de 40 metros quadrados ou pavimentar 196 quilômetros de ruas. Caso os milhões dos impostos fossem utilizados na educação, seria possível construir mais de 12 mil salas de aula totalmente equipadas ou então contratar 12.431 professores do ensino fundamental por um ano. Na saúde, daria para montar 574 postos de saúde ou comprar mais de 2.060 ambulâncias equipadas. O motivo para que os impostos sejam tão altos e os serviços prestados tão ruins, comenta o professor, é a necessidade de se ter credibilidade internacional. “A dívida pública interna é muito elevada. O governo precisa cobrar impostos em função da rolagem da dívida. Só ela consome na faixa de R$ 140 bilhões por ano”. A tal relação é o padrão internacional para se medir a credibilidade de um país, comenta o especialista.

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