A terapeuta ocupacional Maria Clara da Silveira, 42, trabalha com idosos há 16 anos. Ela diz que o Brasil já não é um País de jovens e a sociedade precisa se preparar para esse envelhecimento. Maria Clara falou sobre o atendimento do CCI e de como nos ensinam a fugir do pensamento sobre o fim da vida.
Comércio da Franca - Com que objetivo o CCI foi criado?
Maria Clara Silveira - O Centro de Convivência do Idoso existe oficialmente há dez anos. O objetivo é a promoção da saúde de pessoas com mais de 60 anos. Para isso, ele conta com equipe multiprofissional, com geriatra, reumatologista, cardiologista, ginecologista, clínicos, enfermeiros e equipe de apoio. Temos terapia individual e em grupo e fisioterapia, além de grupos educativos, de cuidadores de Alzheimer e de terapia ocupacional.
Comércio - Quais as conquistas do Centro em uma década de história?
Maria Clara - Entendemos que, para um mundo num processo de envelhecimento, temos de valorizar as pessoas idosas, não focando só a doença e dores que elas têm, mas a promoção e prevenção da saúde. Dor elas vão ter, mas, se ficarmos fixos nela, vamos desprezar o que têm de saudável. Então, queremos resgatar a alegria de viver, realizar orientações familiares através de grupos para que a pessoa idosa e nós, que seremos idosos futuramente, possamos viver nesse processo de melhora da qualidade de vida.
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Comércio - O que foi programado para a festa de aniversário?
Maria Clara - Reunimos 60 idosos aqui no Centro Médico com o objetivo de promover uma integração, inclusive da equipe.
Comércio - Quais as mudanças proporcionadas ao idoso?
Maria Clara - Percebemos que eles têm um novo olhar para a vida. Eles saem do processo depressivo, do processo de olhar para o fim da vida, para a morte, e começam a perceber que, dentro deles, ainda há vida. E se ainda há vida, têm de viver da melhor maneira possível.
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