Quando pisar hoje na quadra do Ginásio do Póli, para enfrentar Assis, o técnico Hélio Rubens Garcia sentirá seu coração bater mais forte. A final da Supercopa pode ser encarada como um momento de reflexão de vida. Desde que retornou a Franca, o treinador conduziu o time da cidade às fases decisivas de todos os campeonatos que disputou, realidade bem diferente daquela vivida pelo clube no período em que ficou fora da cidade para treinar Vasco e Uberlândia. Hélio Rubens foi anunciado como treinador do Franca Basquete no dia 7 de julho de 2005.
No Paulista daquele ano, o time chegou às semifinais, mas perdeu a vaga para Ribeirão Preto. No Nacional, só não disputou o título porque uma discussão jurídica paralisou a competição. A partir daí em todos os torneios, o time de Franca sempre esteve entre os dois primeiros. Foi bicampeão estadual, vice do Nacional seguinte, da Liga Sul-Americana (perdeu para o Libertad Sunchales da Argentina) e campeão da Copa Ouro. Um sucesso absoluto que não foi ofuscado nem mesmo pelo abandono dos campeonatos patrocinados pela CBB (Confederação Brasileira de Basquete), que impediu o time de disputar a última edição da Liga Sul-Americana e a primeira da Liga das Américas.
A vocação para títulos do treinador francano é grande. Antes de colocar o Unimed/Franca nos trilhos, Hélio Rubens levou o Vasco da Gama e o Uberlândia aos principais títulos do continente. No Brasil, ele possui nove títulos nacionais apenas como treinador, o que o torna o maior vencedor da história do torneio.
Agora, Hélio Rubens está pronto para a partir de hoje disputar o título da Supercopa contra Assis. O primeiro jogo do playoff final está marcado para as 18 horas no Póli. Os próximos confrontos serão segunda e terça-feira na casa do adversário.
O treinador credita os bons resultados do time local não só ao seu trabalho, mas a toda a estrutura disponibilizada em Franca. "Os títulos são resultados da união dos patrocinadores, poder público, imprensa e da comunidade de Franca, que é apaixonada pelo basquete e mantém viva esta tradição do esporte na cidade. Vamos em busca de mais um campeonato, mas será uma decisão dificílima contra Assis", disse.
O ala Rogério, contratado junto ao time de Jales na década de 90 por indicação do técnico francano, vai além nos elogios. "Dentro e fora das quadras, ele é uma pessoa de caráter e o considero um mestre, pois grande parte dos meus conhecimentos consegui por trabalhar ao seu lado", disse. "A maioria dos campeonatos que conquistei na carreira tinha ele como treinador. Já aprendi muito e certamente o aprendizado vai continuar", finalizou o jogador.
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