Polícia destrói 55 caça-níqueis no Aterro


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Máquina da Prefeitura foi usada, ontem, para destruir parte dos caça-níqueis que estavam amontoados em pátio da Receita Federal: prejuízo aos infratores
Máquina da Prefeitura foi usada, ontem, para destruir parte dos caça-níqueis que estavam amontoados em pátio da Receita Federal: prejuízo aos infratores
A Polícia Civil destruiu, ontem, 20 máquinas caça-níqueis que haviam sido apreendidas durante operações realizadas em Franca. Outras 35 serão inutilizadas hoje. Os processos a que elas estavam vinculadas foram finalizados e a Justiça deu a ordem para que fossem levadas para o Aterro Sanitário. Um rolo compressor foi usado para acabar com os equipamentos. A destruição teve início, exatamente, uma semana após dois homens serem presos por furtar quatro máquinas do pátio da Delegacia Seccional. Dois policiais são investigados por suspeita de facilitação. Pelo menos quatro equipamentos estavam totalmente quebrados, o que evidencia que foram violados por pessoas interessadas em seus componentes eletrônicos e fios de cobre. A Polícia Civil enfrentou dificuldades para o transporte. Precisou pedir um caminhão e uma empilhadeira emprestados. Mesmo assim, não teve como levar todas para o aterro de uma só vez. Segundo a Polícia Civil, a destruição já estava agendada e não tem relação com o furto na Seccional. As 55 máquinas fazem parte de um lote que havia sido apreendido pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) em bingos clandestinos que funcionavam na zona rural. Elas estavam amontoadas no pátio do porto seco da Receita Federal, localizado diante do 15º Batalhão da Polícia Militar. A Polícia Civil estima que mais de 300 caça-níqueis apreendidas a partir do ano passado estejam espalhadas pelas delegacias da cidade ou amontoadas no pátio da Receita Federal, que foi emprestado para abrigá-las. “Estamos com um número muito alto de máquinas em nossas dependências. Gostaríamos que, dentro das possibilidades da Justiça, fossem liberadas mais ordens para destruição. Estes equipamentos não têm mais condições de reaproveitamento, pois os componentes estragaram com a ação do sol e da chuva”, disse o delegado Eduardo Lopes Bonfim. Há poucos dias, um perito tentou ligar uma das caça-níqueis para testes e ela fechou curto-circuito. [FOTO2] Para as autoridades, a destruição das máquinas coíbe a exploração dos jogos de azar, além de representar uma punição de caráter econômico significativa aos autores do crime, já que alguns caça-níqueis chegam a custar R$ 5 mil. FURTO INUSITADO Na quinta-feira, 22, dois homens foram flagrados saindo da garagem da Delegacia Seccional, no Centro, com quatro caça-níqueis na carroceria de uma Saveiro. O delegado do 1º DP, Benedito Quiodeto, e o investigador Antônio Crispim são suspeitos de envolvimento. Após o episódio, eles foram removidos para outras delegacias.

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