Társia Cristina Paulo é a alegria em pessoa. Os passageiros de sua van não ficam sem rir. O passeio no interior do veículo é animado. Além das histórias que ela e os alunos contam, o som agita o ambiente. O rádio está sempre ligado. Os estudantes levam os CDs.
Músicas do Padre Marcelo pode. Créu não. “As mães proibiram essa música”, disse Társia. Para manter a disciplina dos alunos, a motorista encontrou meios próprios de cativá-los. Toda semana, os alunos que se comportarem ganham balas e chicletes. Cada um tem o dia certo de ir no banco da frente. “É uma chantagem, mas funciona.
Quando perturbam muito, paro a van até se acalmarem. Quando breco, todos ficam quietos para saber o que está acontecendo. Também dá certo”.
Társia é conhecida. Anda pelas ruas cumprimentando as pessoas. Dos pais e avós dos alunos, sempre ganha mimos, como flores, bolo, doces, biscoitos, sanduíches, perfumes e até frango assado. Em casa, ela tem uma pilha de cartas dadas pelos alunos. “Sou a única que ganho”, brinca.
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