Embrião é vida?


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Já observaram o quão confusa é a defesa dos que são a favor de pesquisas científicas com embriões? Não? Acompanhem meu raciocínio. Existem pesquisadores sérios que defendem com bons argumentos as pesquisas que usam células-tronco embrionárias humanas de fertilização in vitro. Como as chances de fertilização artificial são pequenas, os especialistas produzem vários embriões, muitos sobram. E querem usar estes para pesquisas. A questão é se são vidas humanas e se são descartáveis (disponíveis) para pesquisas. O primeiro ponto é que até o momento quem pesquisa dessa forma nada conseguiu, inclusive diversos cientistas já mudaram para pesquisar células-tronco humanas adultas. E o que dizem os defensores? Se não temos nenhum resultado até o momento não significa que nunca o teremos. Há até quem aponte as guerras como promotoras do progresso como exemplo. De fato, as guerras promovem o progresso porque se investe muito na pesquisa, há um grande esforço. Podemos também ver a conquista da Lua. Ou mesmo o vôo do primeiro avião, Santos Dumont estava em um “concurso”. E se não temos nenhum retorno, antes, só câncer induzido, talvez seja o momento de redefinir a linha de pesquisa como fizeram James Thomson e Ian Wilmut (da ovelha Dolly), ainda mais porque os recursos para pesquisa são escassos e todo cientista sério investe seu tempo e sucesso em aventuras seguras. Há os que definem o início da vida humana quando o sistema nervoso é formado e o cérebro entra em funcionamento. Alegam que a morte é definida com a morte cerebral, apesar do coração (e demais órgãos) ainda funcionar. Haja vista a doação de órgãos em caso de morte cerebral. E como o embrião não tem cérebro, não pode ser definido como vida humana. Portanto, não se pode alegar crime de atentado contra vida como quer o procurador-geral da República para acabar com a Lei de Biossegurança. Esse é um sofisma lamentável. A arte de fazer comparações onde elas não são possíveis. Para o corpo viver, não depende de cérebro. Mas as situações são diferentes. O embrião vai ter cérebro, o que tem morte cerebral já perdeu para sempre seu cérebro apesar do coração continuar batendo. Um tem perspectiva, o outro não mais. Um vai viver, o outro não. E o que dizer dos países que investem em pesquisa com embriões humanos? Os alemães permitem que se façam pesquisa, mas os embriões não podem ser de alemães. Que hipocrisia! Admitem que embrião é vida humana, já que protegem os seus, mas destroem os de outras nacionalidades. O senado dos Estados Unidos estava querendo fazer lei para se permitir, o presidente já deixou claro que vetará tal iniciativa. Nem por isso os americanos deixaram de ser vanguarda em ciência e tecnologia. Ao contrário, quem está na retaguarda somos nós que ao invés de investir no lucro certo, compraremos maquinário das multinacionais para fazer pesquisa infrutífera e imoral. Mário Eugênio Saturno Tecnologista do INPE, professor do Instituto de Ensino Superior de Catanduva e congregado mariano.

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