Ainda assustado com a ação dos assaltantes, o empresário Paulo Sérgio de Souza recebeu a reportagem em sua casa e falou sobre a ação dos criminosos.
Comércio - Como foi o momento da rendição?
Paulo Sérgio - Abri o portão para levar as crianças para a escola e eles entraram. Bateram no vidro do carro e disseram que era um assalto. Depois, falaram que estavam aqui a pedido do meu ex-patrão.
Comércio - Você venceu uma ação trabalhista contra ele?
Paulo Sérgio - Ainda não, mas ela está sendo julgada e está para sair a sentença. Minha chance de vencer é de quase 100%. Prestei serviço para ele aqui. Fechou a firma e me mandou embora sem nenhuma indenização.
Comércio - O que aconteceu após eles renderem você?
Paulo Sérgio - Pedi para que tivessem calma, pois havia crianças na casa. Fui acordando os meninos e colocando para o quarto. Eles amarraram minha família com fitas. Um deles falou que ia sair comigo e os comparsas ficariam vigiando minha mulher e os filhos. Qualquer coisa, eles mandavam matar todo mundo.
Comércio - Eles chegaram a dar tiros dentro de sua casa?
Paulo Sérgio - Sim. A arma estava na minha nuca e ele disse que ela disparou acidentalmente. O tiro acertou a porta. Estou surdo até agora. Depois, falaram que deram o tiro para mostrar que não estavam para brincadeira.
Comércio - Como foi que conseguiu escapar do criminoso que estava em seu carro?
Paulo Sérgio - Ganhei a confiança dele. Quando vi uma viatura, empurrei ele contra a porta e desci para pedir ajuda aos policiais. Tinha que tomar esta atitude ou eles acabavam comigo e com minha família. Durante duas horas, fiquei pensando no que fazer para nos salvar.
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