O investigador Crispim falou com a reportagem e negou ter facilitado a ação dos ladrões. Disse que foi ao pátio somente para ajudar o delegado Quiodeto a levar as máquinas do 1º DP para lá.
Comércio - O que você fazia no 1º DP e na garagem da Seccional durante o feriado?
Crispim - Eu estava de plantão e fui solicitado pela autoridade policial do 1º DP, doutor Quiodeto, para ajudá-lo a remover algumas máquinas que estavam impedindo o trânsito na entrada da delegacia. Ajudei a levar para lá sem maldade nenhuma. Mal sabíamos que alguém poderia tentar o furto.
Comércio - Segundo testemunhas, você teria se ausentado do plantão por cerca de quatro horas.
Crispim - Isto não é verdade. Já esclareci ao doutor Luiz Carlos (Almeida de Souza, corregedor), que fui almoçar já era bem mais de 13 horas e retornei às 15 horas.
Comércio - Como encarou sua remoção para o plantão permanente?
Crispim - Qualquer remoção a gente encara com uma certa, não diria mágoa, mas como uma punição que a gente não deve. Estamos aqui para trabalhar em qualquer setor da polícia.
Comércio - Você ganhou alguma coisa para tirar as máquinas da delegacia e colocá-las na garagem?
Crispim - Ganhei. A remoção... (para o plantão permanente).
Comércio - Como avalia o fato de as máquinas terem sido furtadas horas depois de vocês a levarem para o pátio?
Crispim - Creio que foi uma coincidência. Uma coincidência infeliz. Só tomei conhecimento deste fato (do furto) na manhã de hoje (ontem) ao ler os jornais e quando fui solicitado a comparecer na Seccional.
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