Em sua versão sobre o escândalo, o delegado Benedito Quiodeto assumiu ter levado as máquinas para o pátio, mas negou facilitação. O policial aparentava abatimento.
Comércio - O senhor estava de folga no feriado. O que fazia na delegacia?
Quiodeto - Fui dar uma olhada na internet sobre um concurso que minha filha havia sido aprovada. Passei antes na seccional, mas, como não havia tinta na impressora, passei na minha sala a fim de fazer a impressão.
Comércio - O senhor teve acesso ao pátio onde ficam as viaturas?
Quiodeto - Não...Tive. Colocamos quatro máquinas ali, pois estava muito tumultuado na frente da delegacia. Não dava nem para entrar aqui. A intenção era colocar todas as máquinas em outro pátio a partir desta segunda-feira.
Comércio - Foi o senhor que colocou as máquinas na garagem?
Quiodeto - Eu iria pedir para o Hernani (investigador do 1º DP), mas ele estava atrasado com um relatório e falei para o Crispim, que estava de plantão: ‘vamos dar uma limpadinha aqui’. Ele me ajudou.
Comércio - O senhor facilitou para que as caça-níqueis fossem furtadas?
Quiodeto - Em hipótese nenhuma. Nunca vi as pessoas que foram presas e não sei nomes. Não tenho telefones deles e não conheço ninguém.
Comércio - Este episódio poderá manchar sua carreira?
Quiodeto - Não digo manchar a carreira, né? Mas a gente fica chateado com o que aconteceu, né? Por que foi acontecer isto? Agora, manchar a carreira, não, porque, Graças a Deus, sou religioso. No dia dos fatos, estava na igreja, dentro do culto. Passei o dia trabalhando na reforma de casa. Só passei de manhã aqui, mesmo.
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