Delegado e investigador são removidos


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O delegado-titular do 1º Distrito Policial, Benedito Carlos Quiodeto, 50, e o chefe dos investigadores, Antônio Amaro Crispim, 42, foram removidos ontem da unidade em que trabalhavam. Investigados pela Corregedoria da Polícia Civil por suposto envolvimento no furto de quatro máquinas caça-níqueis, eles vão despachar em outras delegacias até a conclusão da sindicância interna. Caso a culpa seja comprovada, podem ser advertidos, suspensos ou expulsos da instituição. Quiodeto é delegado de 2ª classe e está na polícia há 20 anos. Veio de Olímpia (SP) para Franca em 2002. Trabalhou em distritos policiais e chegou a responder pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) interinamente. Até o ano passado, era o titular da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), de onde saiu por divergências com o assistente - Pedro Dalláqua - e assumiu o 1º DP. Por causa do feriado, Quiodeto estava de folga na quinta-feira, mas foi visto na unidade por uma testemunha. Entrevistado pelo Comércio, admitiu ter ido à delegacia para resolver um problema particular e aproveitado para retirar as caça-níqueis e colocar na garagem. A alegação é de que estariam atrapalhando o atendimento ao público. “Não dava nem para entrar”, disse o delegado. Quiodeto negou, ainda, ter facilitado o furto e disse não saber como as máquinas foram retiradas do pátio. A partir de hoje, dará expediente no 2º DP. Seu lugar será ocupado por Luiz Carlos da Silva. Crispim ingressou na Polícia Civil há 17 anos. Trabalhou na DIG, no 3º DP e na Dise. Chegou com Quiodeto ao 1º DP em agosto de 2007. No dia do furto das máquinas, estava de plantão na delegacia da Rua Tiradentes, de onde teria se ausentado por cerca de quatro horas. Admitiu ter ajudado o delegado a retirar as caça-níqueis do 1º DP, mas nega ter recebido propina. “Ganhei a remoção”, disse. Durante a sindicância, vai trabalhar apenas no plantão. A remoção dos dois policiais foi confirmada pelo delegado seccional, Maury de Camargo Segui. Ele afirmou que não havia dado autorização para Quiodeto tirar as máquinas da delegacia e colocá-las no pátio, de onde foram furtadas poucas horas depois. “O delegado é responsável, em parte, pelo que aconteceu, ainda que por negligência ou culpa. O investigador, além de ajudar no transporte, também se ausentou por cerca de quatro horas do plantão”. Na manhã de ontem, Quiodeto e Crispim prestaram esclarecimentos à Corregedoria da Polícia Civil e foram informados de suas remoções. Alegaram que levaram as máquinas para o pátio para abrir espaço na delegacia, mas negaram a facilitação. Segui acha difícil acreditar em coincidência. A apuração preliminar da polícia concluiu que os envolvidos pretendiam colocar quatro carcaças de caça-níqueis no lugar das máquinas novas que seriam levadas. Seria uma forma de não chamar a atenção para o furto. “Existem fatos nebulosos que ainda precisam ser investigados. O fato de colocar caça-níqueis na garagem nunca aconteceu antes. Ou foi muita falta de sorte desta equipe do 1º DP ou, realmente, a coisa foi estudada com a finalidade de beneficiar os proprietários destas máquinas”, disse o seccional.

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