Enquanto a polícia de Franca convive com a falta de espaço para armazenar os caça-níqueis, outros municípios brasileiros dão o exemplo do que fazer com os equipamentos que apodrecem ao relento em vários locais.
A Secretaria de Educação de Itapevi, na Grande São Paulo, está transformando as máquinas em computadores tradicionais e utilizando-os nas escolas públicas da cidade, promovendo a inclusão social de alunos carentes.
No Rio Grande do Sul existe um projeto semelhante. Como a maioria das máquinas é constituída de processadores já ultrapassados, técnicos da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado fazem um “upgrade” nos computadores, que custa em torno de R$ 100, e os deixam em perfeitas condições de uso.
Como a evolução na área de informática é constante e fulminante, muitos componentes não são mais compatíveis com os sistemas operacionais utilizados atualmente. Mas isto não significa que os equipamentos devem ir direto para o lixo. “Em Franca, temos a Escola Industrial, que mantém cursos de eletrônica, eletrotécnica e informática. Se não dá para montar computadores com as máquinas caça-níqueis, ao menos as peças podem ser utilizadas no aprendizado dos alunos destes cursos”, disse o técnico em informática Marco Antônio Calefi.
Já o analista de sistemas Ricardo Simões afirmou que cada máquina tem que ser analisada de forma individual, para se ter a certeza se o equipamento pode ser ou não convertido em um computador comum. “Existe uma infinidade de fabricantes de processadores, memórias, monitores, entre outros componentes. Certamente alguns (equipamentos) serão descartados, mas outros, com certeza, têm perfeitas condições de uso”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.