Tamanho não é documento


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Foi-se o tempo em que a única maneira de transportar dados feitos ou captados pelo computador como músicas, trabalhos, programas, fotos, vídeos, entre outros, era por meio dos desajeitados disquetes, CDs ou DVDs. Agora, para esta função, foram criadas as pen-drives, que são, na verdade, uma espécie de “mini-HD externo”, uma memória portátil com capacidade de armazenar arquivos que pode ser plugada e removida do PC a qualquer momento. Invento que, a cada nova reposição de estoque, é encontrado nas prateleiras das lojas menor e melhor, inclusive no preço! As vantagens deste dispositivo começa logo no tamanho. Com aproximadamente dez centímetros de altura 2 de largura, ele tem aparência semelhante a de um isqueiro, um chaveiro e até uma caneta, daí o nome pen, que significa caneta em inglês. A expressão drive também é inglesa e quer dizer transporte. Mais intrigante que o tamanho é mesmo a capacidade deste minúsculo objeto. As primeiras (leia mais sobre a história do pen-drive no intertítulo abaixo) conseguiam guardar dados que juntos somavam até 64 MB (megabites), 45 vezes mais que um disquete - que tem apenas 1,44 MB cada. E isso foi só o começo. Hoje, seu potencial de armazenamento é bem maior. Atualmente são encontradas no mercado pen-drives com memória de até 64 GB (gibabites), pouco menos que 14 DVDs - 4.7 GB cada. A durabilidade do aparelho e dos dados nele armazenados também é invejável. Como não é feito com peças móveis (veja do que é composta uma pen-drive no desenho desta página), a pen é mais resistente à queda. Sem contar que possui uma memória flash e por isso pode armazenar dados durante dez anos. A vida útil de disquetes, CDs e DVDs regraváveis não passam de oito meses. “Memória Flash, em termos simples, é um tipo de memória que pode ser escrita e apagada várias vezes e preserva as informações nela armazenadas sem uma fonte de alimentação (energia elétrica)”, explica o coordenador de infra-estrutura de Tecnologia da Informação da Unimed Franca, Sérgio Paludeto. As pen-drives são plugadas no computador por meio de um conector USB (Universal Serial Bus), que deve ser encaixado em uma porta compatível, a entrada USB. Para os leigos esta combinação única de porta/conector pode não significar nada, mas é justamente ela que determina a velocidade da transmissão dos dados armazenados na pen para o computador, outra vantagem garantida pelo aparelho. “Pen-drives com USB 2.0 são muito mais rápidas porque oferecem a velocidade de 480 Mbps, o equivalente a cerca de 60 MB por segundo. Em uma pen com UBS 1.1 a velocidade vai até 12 Mbps, o que equivale a cerca de 1,5 MB por segundo”, completa Paludeto. Sem contar que esta forma de conexão obedece o padrão “Plug and Play”, ou seja, não há mistério: basta plugar e usá-la imediatamente. “Com exceção dos computadores que têm Windows 98. Nesse caso é preciso baixar da internet o driver do fabricante (um programa que permitirá o reconhecimento da pen-drive) e instalá-lo no computador. Isso é gratuito”, disse o instrutor de informática da Bit Company, Crister Lúcio de Macedo. Mas se engana quem pensa que as pen-drives não servem para mais nada além de armazenar dados. Para surpreender os consumidores, elas ganharam outras funções como reproduzir músicas em formato MP3 e vídeos, sintonizar rádios FM, gravar voz, e muito mais. Em contrapartida são um pouco mais caras, grandes e pesadas. “Vale lembrar que hoje em dia os rádios de carros e aparelhos de DVD estão vindo com entrada para pen-drive. Assim, as pessoas podem plugar a pen e transferir músicas e vídeos para ouvir ou assistir na hora”, disse o proprietário da In-Pacto Informática, João Fábio. As marcas mais comuns disponíveis no mercado são Kingston, LG, SanDisk, Extralife e Toshiba, e custam entre R$ 39 e R$ 150. Elas podem ser encontradas em lojas especializadas ou ainda em grandes hipermercados. COMO ELA SURGIU? Segundo site pendrivenet.com.br, a memória flash foi inventada nos anos 80 pela Toshiba já a pen-drive, foi inventada pela IBM em 1998, como substituta do disquete, porém a empresa não patenteou sua invenção. Mais tarde contratou a empresa M-Systems para desenvolver a memória. O dispositivo foi então patenteado sob o nome de “disgo” com capacidade para 8 MB. Ainda hoje é possível comprá-la, mas somente a partir de 512 MB com o nome de “disgo classic”.

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